Lula atrai grande público em SP e convoca apoio para o segundo turno

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Manifestação em São Paulo mobiliza apoiadores de Lula em apoio à reeleição

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atraiu uma grande multidão de apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo, durante um ato em favor de sua candidatura à reeleição, realizado neste domingo (11).

Intitulado Marcha pela Democracia, o evento contou com a participação de estudantes, artistas, movimentos sociais e figuras políticas. A concentração teve início por volta das 11h, nas imediações do Museu de Arte de São Paulo (Masp).

De acordo com estimativas dos organizadores, cerca de 1 milhão de pessoas estiveram presentes, embora esse número não tenha sido confirmado por fontes independentes. A manifestação ocupou 12 quarteirões da Avenida Paulista, que se estende por 2,8 quilômetros.

Os manifestantes, por volta das 14h, já dominavam as seis faixas da avenida, com a concentração aumentando ao longo do evento. Essa mobilização ocorreu uma semana após o primeiro turno das eleições, onde Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, em comparação com 45,16% de Lula.

Durante seu discurso, Lula enfatizou a necessidade de mobilizar eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno, especialmente aqueles com mais de 70 anos, para que participem da próxima votação.

“Tivemos quase 30 milhões de pessoas que não foram votar. Muitas delas têm mais de 70 anos e não compareceram porque o voto é facultativo”, destacou o presidente.

Ele também incentivou seus apoiadores a conversarem com amigos e familiares que não votaram, afirmando que é crucial convencer aqueles que acreditam que não têm mais direito de votar.

A mobilização faz parte da estratégia da campanha petista para aumentar a participação eleitoral no segundo turno.

A manifestação contou com a presença de importantes figuras políticas, como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e outros líderes de partidos de esquerda. Governadores reeleitos também marcaram presença, reforçando a diversidade de apoio ao ato.

Entidades estudantis, como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), estiveram entre os organizadores do evento, que também recebeu apoio de movimentos sociais e comunidades de fãs de artistas.

Na última quarta-feira, Lula reconheceu que a campanha do primeiro turno não atendeu às suas expectativas, afirmando que poderia ter sido mais organizada e efetiva.

Antes da manifestação, o presidente também abordou a questão do trabalho, defendendo o fim da escala de trabalho 6×1, que estabelece um dia de descanso após seis dias de trabalho. Ele solicitou um posicionamento da oposição sobre a votação da proposta, prevista para quarta-feira (14).

Outro ponto levantado por Lula foi a decisão do TSE de suspender um canal de WhatsApp ligado à sua campanha, o que ele considerou um absurdo e prometeu buscar esclarecimentos jurídicos sobre a questão.

Durante o evento, Lula apresentou algumas prioridades de seu possível próximo mandato, incluindo investimentos em inteligência artificial e segurança pública, além de críticas à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19.

Manifestações em apoio a Lula também ocorreram em outras cidades, como Campinas e Belo Horizonte, refletindo a intensificação das campanhas para o segundo turno das eleições, agendado para 25 de outubro.

A mobilização em São Paulo e em outras localidades demonstra a determinação dos apoiadores de Lula em aumentar a participação e engajamento eleitoral, em um momento crucial da corrida presidencial.

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