Lula comenta sobre proposta de redução da jornada de trabalho e diz que é hora de identificar os envolvidos
Lula critica transição na redução da jornada de trabalho e defende votação imediata da proposta.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou, em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, sua oposição à ideia de um período de transição para a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, além do fim da escala 6×1, que exige que os trabalhadores atuem seis dias seguidos com apenas um dia de descanso.
Durante a conversa, Lula destacou a necessidade de uma redução imediata, sem implicações salariais, ressaltando que, embora tenha suas limitações em aprovar todas as suas propostas, é fundamental negociar para alcançar resultados positivos.
O presidente informou que uma reunião está agendada para o início da próxima semana, envolvendo o presidente da Câmara dos Deputados e o ministro do Trabalho, com o objetivo de discutir o cenário da votação da proposta.
A comissão especial da Câmara que analisa a proposta de emenda à Constituição (PEC) adiou a apresentação do parecer do relator para a próxima segunda-feira. A votação no colegiado está prevista para quarta-feira, com a expectativa de que a análise no plenário ocorra até o final da semana. A proposta visa não apenas a redução da jornada, mas também a eliminação da escala 6×1, estabelecendo uma nova configuração de trabalho de 5×2, garantindo ao menos dois dias de descanso semanal remunerado.
Para Lula, é crucial que o texto seja votado e que aqueles que se opõem à proposta tenham coragem de expressar suas posições. Ele enfatizou que a implementação da redução deve ser mais ágil e que não se pode aceitar um processo lento que comprometa os direitos dos trabalhadores.
Além disso, o presidente reafirmou o compromisso do governo com o controle dos preços dos combustíveis, defendendo uma fiscalização rigorosa contra aumentos abusivos. Ele também reiterou a importância da votação da PEC da Segurança Pública no Senado e prometeu vetar um projeto de lei que permite o envio de mensagens em massa durante o período eleitoral.