Lula condena violência doméstica e classifica situação de “pouca vergonha”
Presidente Lula destaca a urgência de combater o feminicídio e valoriza a educação como chave para a independência feminina.
O presidente Lula voltou a chamar atenção para o alarmante crescimento dos casos de feminicídio em um evento que celebrou o aniversário do Prouni e da Lei de Cotas. Durante sua fala, enfatizou a importância da educação como um caminho para a autonomia das mulheres.
Ao abordar o tema da violência doméstica, Lula a classificou como uma “pouca vergonha” e instou os homens a refletirem sobre suas responsabilidades. Ele destacou a necessidade de que a sociedade compreenda que as mulheres têm o direito de ser “o que quiserem ser”.
“Nós, homens, temos que botar a mão na cabeça e nos perguntar ‘que tipo de sociedade a gente quer criar se o homem não aceita o não de uma mulher, se o homem não aceita ganhar menos que uma mulher, se o homem não aceita que a mulher seja sua chefe, se o homem não aceita que a mulher tenha mais competência que ele?'”
Em sua fala, o presidente ressaltou a questão da dependência financeira, afirmando que “ninguém é obrigado a viver com ninguém por um prato de comida”. Ele defendeu que o trabalho é um elemento “sagrado” para as mulheres, essencial para sua liberdade.
“Para os homens, a profissão é importante, mas para a mulher a profissão é sagrada. Não é só dinheiro, é independência. É conquistar o direito de andar de cabeça erguida.”
Lula também reiterou a necessidade de fortalecer as leis no Congresso para punir com rigor aqueles que cometem violência doméstica. Ele afirmou que “quem bater na mulher vai ter que aprender que mulher não foi feita para apanhar, mulher foi feita para ser tratada com respeito e dignidade”.
