Lula critica Eduardo Bolsonaro durante cerimônia no Planalto
Presidente Lula critica ex-deputado Eduardo Bolsonaro durante sanção de lei em memória às vítimas da Covid-19.
Durante a cerimônia de sanção da lei que cria o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, realizada no Palácio do Planalto, o presidente Lula abordou a situação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que se encontra nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.
Lula fez referência a uma entrevista de Jair Bolsonaro no canal do filho no YouTube, chamando Eduardo de “aquele fujão que está nos Estados Unidos tentando pregar o golpe contra o Brasil”. Essa declaração foi parte de um discurso mais amplo, onde o presidente criticou a gestão de seu antecessor durante a pandemia.
O discurso de Lula enfatizou a responsabilidade de Jair Bolsonaro pelas 700 mil mortes ocorridas no Brasil devido à Covid-19. Ele relembrou uma declaração feita em 2020, onde Bolsonaro minimizou a gravidade da pandemia, afirmando que o surto estava próximo do fim e que a pressa na vacinação não era justificada.
Situação de Eduardo
Eduardo Bolsonaro se deslocou para os Estados Unidos em fevereiro de 2025, inicialmente para acompanhar a posse de Donald Trump. Desde então, ele tem se articulado com autoridades americanas em busca de sanções contra membros do Judiciário brasileiro que estão investigando Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
Atualmente, Eduardo enfrenta um processo no Supremo Tribunal Federal (STF) por coação, que está na fase final. Em dezembro de 2025, ele teve seu mandato cassado por abandono de cargo e é pré-candidato a primeiro suplente ao Senado por São Paulo, na chapa de André do Prado. Contudo, sua candidatura pode ser contestada caso ele seja condenado, o que o tornaria inelegível pela Lei da Ficha Limpa.
Lei sancionada
A lei sancionada por Lula estabelece o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, a ser comemorado em 12 de março. A data homenageia Rosana Aparecida Urbano, a primeira vítima fatal da pandemia no Brasil, que faleceu em 2020, aos 57 anos, assim como seus pais e dois irmãos, que também perderam a vida devido à doença.
A norma é fruto do projeto de lei 2.120/2022, de autoria de um deputado do Partido dos Trabalhadores, que foi aprovado pelo Senado em abril deste ano, sob relatoria de um senador do mesmo partido.
