Lula critica trabalho remoto em agências reguladoras
Presidente critica trabalho remoto em agências reguladoras durante encontro com empresários.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou sua insatisfação com o modelo de trabalho remoto nas agências reguladoras, afirmando que a falta de controle sobre os objetos de regulação é um problema significativo.
Durante um evento realizado na última sexta-feira, Lula destacou que, na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a gestão atual não consegue fiscalizar adequadamente devido à predominância do trabalho em home office entre os funcionários.
Ele mencionou que o presidente da ANP teve a “pachorra” de justificar a ineficiência da agência com a quantidade de colaboradores que atuam remotamente. Lula enfatizou a necessidade de reverter essa situação e reafirmar o papel das agências reguladoras.
“Nós vamos ter que comprar briga. As agências vão ter que voltar a ser agência reguladora, e quem define a política pública é o Estado brasileiro. É para isso que nós fomos eleitos”, declarou o presidente, sublinhando seu compromisso com a regulação efetiva.
O presidente lembrou que as agências foram criadas durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, com a intenção de regular as políticas públicas do governo federal. No entanto, segundo ele, ao longo do tempo, essas instituições se transformaram em “agências de tomar decisão”.
LULA & EMPRESÁRIOS
O encontro com empresários foi o segundo em menos de um mês, demonstrando a disposição do presidente em dialogar com o setor privado. No primeiro encontro, realizado em 31 de agosto, Lula recebeu 16 executivos no Palácio da Alvorada, onde discutiram a situação das contas públicas e estratégias econômicas do governo.
A reunião de agosto ocorreu logo após um encontro entre o senador Flávio Bolsonaro e empresários em São Paulo, evidenciando o cenário competitivo entre as lideranças políticas em busca de apoio no setor econômico.
O evento mais recente, ocorrido em 25 de setembro, foi organizado pela Esfera Brasil, em colaboração com o grupo Prerrogativas, que é formado por advogados que apoiam Lula e criticam a operação Lava Jato.