Lula e Flávio são mencionados 73 vezes em debate da Band
Debate presidencial de 2026 é marcado pela ausência de Lula e Flávio Bolsonaro
No primeiro debate presidencial das eleições de 2026, a ausência dos principais candidatos, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, foi um dos pontos centrais das discussões. Embora não estivessem presentes, ambos foram amplamente mencionados durante o evento promovido pela Band.
Um levantamento revelou que Lula foi citado 44 vezes, enquanto Flávio apareceu em 29 menções. Essas referências foram feitas por outros candidatos, mediadores e jornalistas, destacando a relevância dos dois na corrida presidencial, mesmo sem sua participação direta.
Em contraste, o candidato Romeu Zema, que também não compareceu, foi mencionado apenas três vezes, todas relacionadas à sua ausência. O debate contou com a presença de Ronaldo Caiado, Renan Santos e Augusto Cury, resultando no menor número de candidatos presentes em uma estreia de debates desde 1989.
As críticas sobre a ausência de Lula e Flávio começaram logo no início do debate. Renan Santos, ao discutir segurança pública, acusou os dois de desrespeitarem os eleitores. Ao tentar dirigir uma pergunta a Lula, foi interrompido e orientado a se dirigir a um dos candidatos presentes.
Augusto Cury também se dirigiu a Lula, lamentando sua ausência ao tratar de questões educacionais. Apesar das críticas, Cury defendeu que as ideias de Lula poderiam ser questionadas, mas sem desumanizar o presidente e seus apoiadores.
Ronaldo Caiado também se manifestou, propondo que a participação em debates se tornasse obrigatória para todos os candidatos, semelhante ao registro de programas de governo. A campanha de Lula justificou sua ausência como uma questão de falta de equidade nas condições do debate, enquanto Flávio Bolsonaro condicionou sua participação a encontros com Lula. Zema decidiu não participar após saber das ausências dos dois.
Após o debate, Lula criticou o perfil de alguns candidatos, afirmando que a popularidade nas redes sociais não substitui a experiência política necessária para governar. Ele destacou que a responsabilidade de um presidente vai além de postagens na internet.
Flávio Bolsonaro também se manifestou, justificando sua ausência e afirmando que seus principais adversários são aqueles que ocupam o poder atualmente. Ele criticou o governo Lula, atribuindo a ele a perda do poder de compra da população e o fechamento de empresas, além de mencionar investigações envolvendo o filho de Lula.
Em um vídeo, Flávio prometeu implementar medidas para reduzir impostos e burocracia, além de tratar facções criminosas como organizações terroristas. Ele ainda afirmou que um dos seus primeiros atos como presidente seria declarar que o Brasil pertence a Jesus Cristo.
A maior concentração de menções a Lula e Flávio ocorreu nos últimos minutos do debate, onde foram citados 36 vezes em apenas seis minutos. Renan Santos criticou a falta de contraditório entre os dois, enquanto Caiado reiterou a necessidade de presença obrigatória em debates.
Apesar de representados por púlpitos vazios, Lula e Flávio se destacaram como os candidatos mais lembrados do evento. Após o debate, cada um reafirmou sua estratégia: Lula enfatizou a importância da experiência política, enquanto Flávio reiterou que só debaterá com o atual presidente.
