Lula e Merz propõem solução negociada para conflitos na Ucrânia e no Irã

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Brasil e Alemanha reafirmam compromisso com a diplomacia em declaração conjunta.

Em uma declaração conjunta divulgada nesta segunda-feira, Brasil e Alemanha manifestaram preocupação com os conflitos em andamento na Ucrânia e no Oriente Médio. O documento foi resultado de consultas intergovernamentais entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chanceler alemão Friedrich Merz, durante a Hannover Messe.

O texto aborda a importância da liberdade de navegação, especialmente no estreito de Ormuz, e destaca a participação de ministros de ambas as nações no encontro. Os líderes enfatizaram que os desdobramentos geopolíticos atuais exigem um reforço no diálogo entre os países.

A declaração ressalta que Brasil e Alemanha compartilham a convicção de que as disputas devem ser resolvidas pacificamente, respeitando os princípios da Carta das Nações Unidas. O uso da força e a coerção contra a independência política e a integridade territorial de qualquer Estado foram firmemente rejeitados.

Os países também pediram uma solução negociada para a situação no Irã, destacando que os conflitos atuais geram imenso sofrimento humano e têm consequências humanitárias e impactos negativos globais, especialmente em relação aos mercados de energia.

PARCERIA BRASIL-ALEMANHA

Além das questões de segurança, Brasil e Alemanha firmaram declarações conjuntas para combater crimes ambientais e intensificar a cooperação em pesquisa climática. Um plano de ação conjunta sobre economia circular e eficiência de recursos também foi estabelecido.

A declaração conjunta reafirma a parceria estratégica entre os dois países, fundamentada em valores como democracia, liberdade, inclusão social e solidariedade. Ambos os governos manifestaram um firme compromisso com o multilateralismo, o direito internacional e o comércio livre.

O documento expressa o desejo de aprofundar essa parceria, promovendo a cooperação econômica e em segurança, e impulsionando a transformação em áreas como digitalização, ciência, tecnologia, inovação, ação climática e desenvolvimento sustentável.

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