Lula elimina taxa das blusinhas em resposta a temores eleitorais
Medida imposta pelo governo Lula é revista após forte rejeição popular.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu pelo fim da “taxa das blusinhas”, um imposto federal que incidia sobre compras internacionais de até US$ 50. Essa decisão foi impulsionada pelo receio de um desgaste eleitoral significativo, especialmente entre as classes C e D, que se mostraram contrárias à medida.
A avaliação negativa em relação à taxa aumentou após pesquisas de opinião que revelaram que 62% dos brasileiros consideravam essa cobrança como um dos maiores erros do governo. O tributo se destacou em meio a outras medidas econômicas criticadas, enquanto iniciativas como a gratuidade do Programa Farmácia Popular e a isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5.000 foram vistas como acertos da gestão.
Relatos de integrantes do governo indicam que o ministro da Secom, Sidônio Palmeira, passou a defender a desvinculação do Planalto em relação à taxa, visando reduzir o desgaste político antes das eleições de 2026. A percepção era de que a cobrança afetava diretamente os consumidores de baixa renda, um público essencial para Lula.
Na terça-feira, 12 de maio de 2026, o governo federal publicou uma medida provisória para eliminar a cobrança de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. A decisão foi tomada após semanas de discussões sobre os impactos eleitorais da manutenção do imposto, que, dois anos após sua criação, já apresentava alta rejeição.
A mudança representa uma reavaliação da postura do governo. Inicialmente, a equipe econômica havia justificado a criação da taxa como uma forma de garantir “isonomia tributária” ao varejo nacional. No entanto, com o tempo, a cobrança se tornou um ativo político para a oposição, contribuindo para a percepção de aumento da carga tributária entre a população. Lula reconheceu que a medida trouxe “prejuízo” político e a classificou como desnecessária.
