Lula pede liberação de brasileiro detido por Israel em flotilha
Presidente exige libertação imediata de ativista preso por Israel
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a prisão de Thiago Ávila é “injustificável” e solicitou sua libertação imediata.
Thiago Ávila foi detido pelas forças israelenses durante uma abordagem à flotilha Global Sumud, que tinha como destino Gaza. O incidente ocorreu em águas internacionais, na costa da Grécia, no dia 29 de abril.
Lula expressou sua indignação em uma rede social, enfatizando que, juntamente com a Espanha, que também teve um ativista palestino-espanhol detido, está trabalhando para garantir a soltura de ambos.
Um tribunal israelense decidiu prorrogar a detenção de Ávila até o dia 10 de maio. A solicitação das autoridades israelenses era para uma extensão de quatro dias. Os ativistas estão atualmente detidos na prisão de Shikma, em Ashkelon, e recebem assistência jurídica de uma ONG de direitos humanos.
A flotilha Global Sumud, composta por mais de 50 embarcações, partiu da França, Espanha e Itália com o objetivo de romper o bloqueio israelense e levar suprimentos a Gaza. No total, mais de 170 pessoas foram detidas pela Marinha de Israel na mesma operação, mas a maioria foi liberada nos dias seguintes na Grécia e na Turquia.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel alegou que os ativistas têm conexões com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior, um grupo que, segundo o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, atua em nome do Hamas.
A flotilha Global Sumud divulgou um comunicado alegando que Thiago Ávila foi submetido a torturas pelas forças israelenses. Ele relatou aos advogados que sofreu brutalidade extrema durante a apreensão das embarcações, afirmando que foi arrastado pelo chão e espancado até desmaiar.
Desde sua chegada a Israel, Ávila informou que está sendo mantido em isolamento e com os olhos vendados.
O Itamaraty, em conjunto com o governo da Espanha, emitiu uma nota condenando o que consideram um sequestro de seus cidadãos em águas internacionais, exigindo a devolução imediata de Ávila e de Abu Keshek, com garantias de segurança.
A nota conjunta classifica a ação das autoridades israelenses como ilegal e uma violação do direito internacional, passível de ser contestada em cortes internacionais.
