Lula propõe redução da maioridade penal para crimes hediondos

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Luiz Inácio Lula da Silva defende redução da maioridade penal e discute segurança pública em sabatina.

Candidato à reeleição, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), participou de uma sabatina e abordou temas relevantes como a redução da maioridade penal e a segurança pública.

Lula expressou sua posição favorável à discussão sobre a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos, ressaltando que essa questão deve ser debatida no Congresso Nacional após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública.

Ele afirmou: “Meu pensamento, enquanto cidadão, eu sou a favor de reduzir a maioridade penal para todo e qualquer crime hediondo. Mas a PEC não estava discutindo isso. Aprova a PEC e aí discute isso”. A PEC, que já passou pela Câmara dos Deputados, aguarda votação no Senado, onde a oposição busca incluir uma emenda para reduzir a maioridade penal para 14 anos.

Em relação à segurança pública, Lula defendeu a aprovação da PEC para garantir a participação da União na segurança dos estados, argumentando que estes não têm conseguido assegurar a proteção dos cidadãos.

O presidente também mencionou a criação do Ministério da Segurança Pública após a aprovação da PEC, com o objetivo de definir o papel das polícias e combater a atuação de criminosos dentro dos presídios. “Precisamos asfixiar o crime organizado para libertar os territórios dos bandidos em todo o país”, declarou.

No que diz respeito à economia, Lula abordou a dívida pública e enfatizou que o crescimento do país deve vir do aumento da renda da população mais pobre. Ele afirmou que “muito dinheiro na mão de poucos é pobreza, e pouco na mão de muitos é riqueza”, destacando a importância da microeconomia para o crescimento nacional.

O presidente ressaltou que, durante seu governo, o Brasil avançou de 12ª para a décima posição entre as maiores economias do mundo, investindo em políticas voltadas para a população de baixa renda. Ele também defendeu que a solução para o problema fiscal não deve recair sobre os mais pobres.

Lula anunciou um reajuste de 15% no Bolsa Família, explicando que a decisão de aumentar o valor foi tomada ao descobrir que não havia ocorrido um aumento anteriormente, e que havia espaço fiscal para isso.

Além disso, o presidente mencionou a aprovação do fim da escala de trabalho 6×1, uma medida defendida por seu governo, e anunciou iniciativas como a dívida dos microempreendedores individuais (MEIs) e a promessa de tarifa zero no transporte público aos fins de semana.

Sobre as perdas econômicas devido ao tarifaço dos Estados Unidos, Lula afirmou que o Brasil está buscando novos mercados para compensar a redução do comércio com os EUA. Ele destacou que, apesar da queda de 9% nas relações com os Estados Unidos, o Brasil cresceu 20% com a China, 15% com a Indonésia e 16% com a Alemanha, alcançando recordes de superávit comercial.

O presidente expressou sua preferência por negociar uma solução com o governo norte-americano, mas não descartou a aplicação do princípio da reciprocidade, afirmando que os Estados Unidos devem estar mais preocupados com a situação.

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