Lula refuta celebração do PT em relação a Flávio Bolsonaro como adversário
Lula nega comemorações pela candidatura de Flávio Bolsonaro e reflete sobre adversários
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em entrevista recente, que não subestima seus adversários políticos e que não pode permitir que a direita retorne à Presidência “do jeito que ela é”.
Durante a conversa, Lula foi questionado sobre a suposta satisfação do PT com a indicação de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato. Ele rapidamente negou essa versão, enfatizando que não comemora a escolha de adversários. “Não comemoramos, não comemoro. Eu não escolho adversário”, declarou.
Para reforçar seu argumento, Lula trouxe à tona sua própria trajetória política, recordando as eleições presidenciais de 1989. Naquele período, ele era considerado um candidato improvável, enfrentando figuras já consolidadas na política. O presidente lembrou que sua candidatura era tratada com desdém, mas que isso não o impediu de chegar ao segundo turno, onde acabou perdendo para Fernando Collor de Mello.
Ele ressaltou que subestimar os adversários é um erro que pode custar caro. Lula destacou que sua pré-candidatura a um quarto mandato se justifica pelo desejo de evitar que uma direita radical, que ele considera negativa para o país, retorne ao poder. “Se fosse uma direita civilizada como era antigamente, tudo bem. Mas não! Esses fascistas, esses destruidores, negacionistas, que vivem da mentira e não respeitam nada. Não, não vou deixar”, afirmou.
Eleições
No evento que oficializou Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice-presidente na chapa com Lula, o presidente expressou sua confiança em vencer as eleições já no primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Ele incentivou a militância a utilizar as redes sociais para divulgar as ações do governo.
“Eu e o Alckmin vamos ganhar as eleições. Vamos ganhar. Não há nenhuma razão, mesmo que eu e ele só erremos daqui para frente, o acerto foi tanto que a gente não perde essas eleições”, assegurou.
A candidatura de Lula à Presidência será oficialmente apresentada em 2 de agosto, durante a convenção do PT, que ocorrerá no Expo Center Norte, em São Paulo. O primeiro turno está agendado para 4 de outubro de 2026, com um eventual segundo turno marcado para 25 de outubro. Lula busca um quarto mandato, o que representaria um recorde na história política do país.
