Lula supera Flávio em popularidade nas redes sociais após primeiro turno

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Luiz Inácio Lula da Silva registra aumento significativo em popularidade digital enquanto Flávio Bolsonaro enfrenta queda.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve um aumento expressivo em sua pontuação no Índice de Popularidade Digital (IPD), passando de 70,7 para 82,6 pontos. Em contrapartida, o senador Flávio Bolsonaro (PL) viu sua popularidade cair de 80 para 76,4 pontos, de acordo com dados recentes.

Essa mudança ocorreu entre os dias 4 e 15 de outubro, destacando a crescente influência do presidente nas redes sociais após o primeiro turno das eleições de 2026. A análise do IPD, que reflete a presença e o engajamento digital dos políticos, foi divulgada por um veículo de comunicação no último sábado.

MUDANÇA NA ESTRATÉGIA DIGITAL

Felipe Nunes, diretor da Quaest, atribui o aumento na popularidade de Lula a uma nova abordagem na comunicação de sua campanha. As novas estratégias incluem vídeos legendados e em formato vertical, gravados no estilo selfie pela deputada eleita Ana Elisa (PT-MG), além de uma mobilização digital organizada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) no canal “Exército do Lula” no WhatsApp.

Além das ações digitais, a mobilização política também foi impulsionada por eventos fora do ambiente virtual, como a recente aprovação do fim da escala de trabalho 6 X 1, que gerou discussões significativas entre os eleitores.

No cenário da disputa pelo segundo turno, Flávio Bolsonaro recebeu apoio de candidatos que não avançaram na primeira etapa, como Ronaldo Caiado (PSD-GO), Romeu Zema (Novo-MG) e Augusto Cury (Avante-SP). O ex-presidente Michel Temer (MDB-SP) também manifestou seu apoio ao senador.

Flávio ainda teve permissão para visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que se encontra em prisão domiciliar desde agosto de 2025. Apesar do apoio recebido, o senador registrou uma queda no índice digital durante o período analisado.

ÍNDICE DE POPULARIDADE DIGITAL

O IPD é calculado com base em 175 variáveis de diversas plataformas digitais, incluindo Facebook, Instagram, X, TikTok, YouTube, Google e Wikipédia. A escala varia de 0 a 100 pontos.

A metodologia do índice considera indicadores como presença nas redes, visibilidade e alcance do conteúdo, engajamento, mobilização, valência das reações e interesse, medido por acessos e volume recente de buscas. O cálculo também leva em conta a influência de perfis automatizados nas plataformas.

A evolução do IPD indica qual candidato ganhou mais espaço digital, mas não necessariamente reflete uma mudança na intenção de voto do eleitorado. O indicador é um reflexo da popularidade digital, não da preferência eleitoral.

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