Lulinha move ação contra Flávio Bolsonaro por vídeo que levanta suspeitas de desvios no INSS

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Fábio Luís Lula da Silva busca justiça contra vídeo difamatório de Flávio Bolsonaro.

O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, recorreu à Justiça para contestar um vídeo divulgado pelo senador Flávio Bolsonaro que o vincula a suspeitas de desvio de recursos do INSS.

Lulinha alega que o senador utilizou uma ferramenta de inteligência artificial para criar um conteúdo que apresenta informações falsas, com conotação criminosa e intenção difamatória.

O vídeo, publicado no início de julho, simula Flávio pilotando uma aeronave em uma missão para localizar o filho de Lula, insinuando que Lulinha é “suspeito de ter roubado milhões de idosos no Brasil”. Além disso, menciona que “o roubo dos velhinhos do INSS não pode ficar impune”.

No pedido à Justiça, Lulinha solicita uma decisão liminar para que as publicações nos perfis do senador em redes sociais sejam removidas em até 24 horas e que Flávio se abstenha de divulgar as imagens novamente.

O empresário também reivindica uma indenização de R$ 10 mil por danos morais, além do reconhecimento de que houve “abuso de direito” na divulgação do material e no uso da inteligência artificial para disseminar informações falsas.

A ação foi protocolada na terça-feira (18), data em que Lulinha também iniciou um processo contra outro candidato à presidência, Romeu Zema, pedindo a remoção de um vídeo que o retrata em uma plantação de maconha, chamando-o de “Messi da impunidade”.

Ambos os casos estão em tramitação na Justiça de São Paulo. Na ação contra Zema, o juiz Marcelo Augusto Oliveira negou o pedido de remoção do vídeo, argumentando que o conteúdo se insere no contexto de sátira e crítica, não apresentando abuso manifesto ou conteúdo ilícito que justificasse a remoção imediata.

Lulinha é investigado em três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeitas de tráfico de influência, com foco em negócios relacionados ao filho do presidente, à empresária Roberta Luchsinger e a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Na ação contra o vídeo de Flávio, Lulinha argumenta que, embora as imagens sejam fictícias, não há evidências que sustentem a afirmação de que ele seja suspeito de roubar milhões de idosos.

Ele também ressalta que, apesar de ser filho do presidente, essa condição não o classifica como um agente público, e, portanto, não deve ser alvo de críticas que são normalmente direcionadas a figuras públicas.

Lulinha enfatiza que o vídeo utiliza sua relação familiar como um meio para atacar politicamente terceiros, e afirma que não há qualquer investigação ou acusação formal contra ele relacionada a fraudes no INSS.

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