Malafaia denuncia perseguição do STF durante culto com Flávio Bolsonaro no Rio

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Pastor Silas Malafaia denuncia perseguição política após se tornar réu no STF

O pastor Silas Malafaia se manifestou neste domingo sobre sua situação legal, afirmando ser alvo de “perseguição política” após ser considerado réu pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Durante um culto na Assembleia de Deus Vitória em Cristo, localizada na zona norte do Rio de Janeiro, ele expressou sua indignação em relação ao processo judicial que enfrenta.

Malafaia, sem mencionar diretamente o caso, defendeu sua liberdade de expressão, argumentando que suas críticas eram genéricas e, portanto, não configuravam crime. Ele enfatizou: “Quando você fala genericamente, não comete crime. Eu não citei o nome de ninguém”.

O culto contou com a presença de figuras políticas como o senador Flávio Bolsonaro, o ex-governador Cláudio Castro, e outros representantes do PL e do Republicanos, que foram chamados ao altar pelo pastor, demonstrando o apoio político que ele recebe.

O pastor também criticou o inquérito das fake news, em andamento no STF, chamando-o de “ilegal” e “imoral”. Ele alegou que a investigação foi iniciada para silenciar vozes contrárias aos ministros da corte, sugerindo uma tentativa de intimidação aos opositores.

Em relação ao ministro Alexandre de Moraes, Malafaia afirmou que, embora critique suas ações, não nutre ódio por ele. No entanto, fez uma declaração contundente, dizendo que, se Moraes “não se arrepender”, “virá justiça sobre ele em nome de Jesus”.

A declaração do pastor ocorre em um momento delicado, após a Primeira Turma do STF decidir torná-lo réu por injúria, em decorrência de um discurso que fez na avenida Paulista, onde atacou a liderança do Exército. O discurso gerou polêmica e levou à representação do comandante do Exército, general Tomás Paiva.

Na ocasião, Malafaia criticou os generais do Alto Comando do Exército, chamando-os de “frouxos” e “covardes”, o que foi considerado ofensivo por parte dos ministros do STF. Embora não tenham encontrado indícios de calúnia, as declarações foram vistas como potencialmente ofensivas à honra, resultando na aceitação da denúncia por injúria.

A decisão foi tomada por maioria no STF, com ministros apresentando opiniões divergentes sobre a caracterização das falas do pastor.

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