Marcha da Maconha defende regulamentação e critica a guerra às drogas

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Marcha da Maconha celebra 18 anos com foco na legalização da cannabis

A Marcha da Maconha reuniu milhares de pessoas na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo. O evento, que teve início por volta das 14h20, contou com uma concentração em frente ao Masp e seguiu em direção à Praça da República às 16h20.

O tema central deste ano foi a legalização da cannabis e a discussão sobre modelos de regulamentação no Brasil. Comemorando 18 anos de manifestações, o ato destacou os avanços do debate sobre a planta ao longo das últimas duas décadas, utilizando o slogan “O bagulho é louco, o processo é lento”.

Os participantes exibiram faixas e cartazes com mensagens como “Legalize Já”, além de críticas à política de guerra às drogas. Adesivos com referências ao presidente foram distribuídos, alguns deles abordando a questão da escala de trabalho 6 X 1.

Críticas também foram direcionadas ao governador de São Paulo, que foi chamado de “carniceiro” em um dos cartazes. O presidente Lula recebeu cobranças, com um cartaz pedindo a legalização da cannabis e outro afirmando que “Maconha é só uma planta, droga é o Bolsonaro”.

Durante a concentração, ambulantes comercializavam produtos com símbolos associados à cannabis. O evento contou com a presença do vereador Eduardo Suplicy, que completou 85 anos no mesmo dia.

Estimativa de público

O organizador Rafael Presto estimou que o público deste ano seria semelhante ao de edições anteriores, com cerca de 60.000 pessoas. Apesar disso, contagens independentes apontaram cerca de 10.000 participantes, utilizando ferramentas de medição para calcular a área ocupada.

A área total ocupada pela marcha, que se estendeu por cerca de 2 quarteirões e meio, comportaria até 11.938 pessoas, considerando uma média de 4 pessoas por metro quadrado.

Legalização e regulamentação

A edição deste ano buscou discutir os rumos da legalização da cannabis no Brasil. O movimento não apenas defende a legalização, mas também a criação de um modelo de regulamentação que evite a concentração de renda e inclua reparações para grupos historicamente afetados pela política de combate às drogas.

Presto destacou que, desde o início da marcha, houve uma evolução significativa na discussão sobre a cannabis, incluindo o empreendedorismo e a inclusão da agricultura familiar no processo de legalização.

O organizador enfatizou a importância de discutir como será estruturado um eventual mercado legal da cannabis no país, abordando a necessidade de evitar a concentração de riqueza e integrar pequenos produtores ao processo.

A marcha continua a ser uma plataforma de crítica à guerra às drogas, reafirmando seu compromisso com a luta pela legalização e regulamentação da cannabis no Brasil.

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