Maria Beraldo destaca a importância da invenção na música

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Maria Beraldo é indicada ao Grammy Latino 2025 com o álbum “Colinho”.

A indicação de Maria Beraldo ao Grammy Latino 2025 na categoria de Melhor Álbum de Música Alternativa em Língua Portuguesa surpreendeu muitos, mas aqueles que acompanham sua trajetória musical já esperavam por esse reconhecimento.

Desde sua juventude, Beraldo se destacou como clarinetista, participando de rodas de choro e samba, que serviram como uma importante escola para sua formação artística. Ela também trabalhou como instrumentista ao lado de renomados artistas, como Arrigo Barnabé e Elza Soares.

Seu álbum de estreia, “Cavala” (2018), recebeu indicações a prêmios significativos, como os da Associação Paulista de Críticos de Arte e do Multishow. Além disso, Maria faz parte do grupo Quartabê, que já lançou quatro álbuns e participou de diversos festivais internacionais.

A artista também se dedica à criação de trilhas sonoras para cinema e colabora com o diretor de teatro Felipe Hirsch. Seu talento foi reconhecido com o Prêmio Bibi Ferreira, na categoria de Melhor Arranjo Original em Musicais, pela peça “Lazarus” (2019).

Em entrevista, Maria destacou a importância de “Colinho” para sua carreira, descrevendo-o como um disco musicalmente denso e repleto de pesquisa. Ela considera o álbum como uma obra “super ousada e experimental”, onde a invenção é um elemento central.

No álbum “Colinho”, Beraldo explora uma variedade de gêneros musicais, incluindo jazz, punk, pop, samba e música eletrônica, enquanto suas letras revelam sua intimidade e experiências pessoais.

A artista compartilha histórias que refletem a vivência da comunidade LGBT, enfatizando a importância de dar voz a narrativas muitas vezes silenciadas. “Quando falo de minha história, falo de muita gente”, afirma.

Além de seus projetos atuais, Maria Beraldo está finalizando a produção do novo disco de inéditas de Zélia Duncan, onde também contribuiu com arranjos, composições e vocais. Ela também compôs a trilha para o novo filme de Carolina Jabour e para a série “Amora”, do Canal Brasil, que aborda relações amorosas entre mulheres. Adicionalmente, está escrevendo uma obra para o Coral Jovem do estado de São Paulo.

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