MCom propõe cibersegurança como estratégia para atrair investimentos em infraestrutura digital
Ministério das Comunicações apresenta estratégia de cibersegurança para proteção da infraestrutura digital.
O Ministério das Comunicações defendeu uma abordagem voltada à cibersegurança durante um evento em Brasília, buscando ampliar a proteção da infraestrutura digital do país. A proposta visa evitar a imposição de novas barreiras a investimentos em data centers, cabos submarinos e redes de telecomunicações.
A posição foi apresentada pelo secretário de Telecomunicações, Hermano Tercius, no debate “Segurança Digital e Serviços Gerenciados 2026”. Tercius destacou uma recente mudança na regulação que retirou a classificação de “infraestrutura crítica” de data centers e cabos submarinos, mantendo a responsabilidade de segurança dessas estruturas sob o Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Segundo o secretário, essa alteração foi feita para garantir previsibilidade às empresas e evitar a duplicação de regras. Ele enfatizou que o papel do ministério é atrair investimentos, promovendo um ambiente regulatório mais claro e eficiente.
A premissa defendida é que a expansão da infraestrutura e a criação de novas rotas de conectividade funcionam como uma política de segurança, reduzindo a dependência de estruturas isoladas e diminuindo os pontos únicos de falha em caso de ataques ou interrupções. O ministério está atualmente desenvolvendo duas novas políticas nacionais para aumentar a redundância das redes e reforçar a proteção de dados.
O secretário também mencionou que o desafio da futura governança nacional de cibersegurança é utilizar estruturas regulatórias já existentes, como a regulação específica de segurança cibernética do setor de telecomunicações, em vigor desde 2020, evitando a sobreposição de novas normas às já aplicadas.
“Confiança é o insumo básico da economia digital, e a cibersegurança é o nome técnico da confiança”, afirmou Tercius. Ele defendeu que segurança, expansão de infraestrutura e atração de investimentos devem ser abordadas como uma agenda integrada, considerando a crescente dependência de serviços essenciais, sistemas financeiros e redes de comunicação em relação à infraestrutura digital.
