MDB discute interferência política enquanto Nunes defende ação, Ramuth critica disputa e Baleia Rossi se abstém de comentar sobre EUA e facções criminosas

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Prefeito de São Paulo apoia intervenção dos EUA contra facções criminosas

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, declarou que não vê problemas em uma possível interferência dos Estados Unidos contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) no Brasil, após a recente classificação dessas facções como organizações terroristas pelo governo americano.

As declarações foram feitas durante um almoço empresarial promovido pelo Grupo Lide, onde também estavam presentes o ex-presidente Michel Temer, o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, e o vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth.

A decisão dos EUA foi tomada sem o consentimento do governo brasileiro e após um pedido do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência. Flávio, que recebeu apoio de Nunes, comemorou a medida, assim como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que elogiou a ação nas redes sociais.

Em coletiva, Nunes afirmou: “Se for para interferir, para levar integrantes do PCC e do Comando Vermelho pra cadeia, que fique muito à vontade”. Ele criticou a postura do governo federal, que, segundo ele, tenta minimizar a gravidade da situação ao discutir questões de soberania.

Felício Ramuth, também presente no evento, destacou que a decisão dos EUA poderia auxiliar nas investigações contra as facções no Brasil e reconheceu falhas dos governos em combatê-las. Ele mencionou a delicadeza do momento político e sugeriu que o governo deveria aproveitar essa nova oportunidade para avançar no combate ao crime organizado.

Ramuth também observou que, politicamente, Flávio Bolsonaro se beneficiou da situação, mas ressaltou que qualquer ação em um contexto eleitoral pode gerar reações contrárias.

Por outro lado, Baleia Rossi, que representa um partido que apoia o governo Lula, optou por não se posicionar claramente sobre a decisão americana, evitando entrar na polêmica entre os pré-candidatos à presidência. Ele enfatizou a importância da união em torno do combate ao crime e a necessidade de um Congresso preparado para enfrentar essa batalha.

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