Menino brasileiro de 10 anos se destaca como gênio ao criar jogo aos 7 após curso em Harvard e enfrenta desafios vivendo em abrigo com a mãe enquanto busca retomar os estudos

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Menino prodígio de 10 anos enfrenta desafios enquanto brilha em programação e competições

Muitos adultos subestimam a capacidade intelectual das crianças, um erro que pode fazer com que talentos excepcionais passem despercebidos. No Brasil, um menino de apenas 10 anos já criou seu próprio jogo de computador, aprendeu programação e conquistou troféus em competições de xadrez e robótica.

Adriano Álvaro Melo, carinhosamente conhecido como Alvinho, começou a mostrar seu diferencial desde pequeno. Aos 7 anos, desenvolveu o “Super Alvinho” após participar de um curso on-line de programação. A história do jogo acompanha um cientista que utiliza superpoderes para construir robôs agrícolas, buscando soluções para melhorar a produção e distribuição de alimentos no mundo.

A inteligência de Alvinho foi percebida por sua mãe, Priscila Melo, que notou sua facilidade incomum para aprender desde os 3 anos. Durante a pandemia, ele aprendeu a ler e escrever com um aplicativo voltado para alfabetização, e posteriormente passou por testes que confirmaram suas altas habilidades.

Além da programação, Alvinho se destacou em competições de xadrez e robótica, conquistando troféus e recebendo a Medalha Pedro Ernesto, uma das principais honrarias da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, tornando-se a pessoa mais jovem a recebê-la.

Entretanto, a vida de Alvinho e sua mãe mudou drasticamente devido a dificuldades financeiras. Após perder o apartamento em Itaboraí por um golpe imobiliário, eles passaram a viver de favor no Complexo da Maré. A situação se agravou quando Priscila foi diagnosticada com tuberculose resistente aos medicamentos, levando-os a buscar melhores condições em Cabo Frio, sem sucesso.

Atualmente, mãe e filho estão acolhidos em uma unidade de reinserção social no Grajaú, Rio de Janeiro. Embora Alvinho tenha conseguido uma bolsa em uma escola particular, a experiência durou apenas dois meses devido à necessidade de Priscila de retornar ao Rio para tratamento. Sem uma rotina escolar regular, Alvinho continua buscando maneiras de aprender por conta própria.

Apesar das adversidades, Alvinho mantém a esperança e sonha em estudar na Europa, com o objetivo de se tornar um grande construtor de robôs. No entanto, seu maior desafio agora é recuperar uma rotina de estudos e encontrar condições de moradia que possibilitem o desenvolvimento de suas habilidades.

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