Mercado do boi gordo apresenta recuo em junho devido a ajuste na demanda e diminuição do ritmo dos frigoríficos

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O mercado físico do boi gordo apresenta queda significativa nas cotações em junho.

O mercado físico do boi gordo enfrentou um forte movimento de correção ao final de junho, resultando em queda nas cotações da arroba em diversas regiões produtoras do Brasil. Este cenário foi impulsionado pelo ajuste nas operações da indústria frigorífica, que ocorreu em meio à redução temporária das compras da China, o principal destino da carne bovina brasileira.

Analistas indicam que os frigoríficos diminuíram a capacidade de abate e começaram a promover férias coletivas em várias unidades, adequando assim a produção ao ritmo mais lento das exportações, que se espera para o terceiro trimestre do ano.

O primeiro semestre foi caracterizado por intensa volatilidade no mercado do boi gordo. Mudanças frequentes nas regras de salvaguarda chinesa causaram oscilações nos preços, levando as indústrias a reagirem rapidamente às novas informações do mercado. Em meio a esse cenário, recomenda-se que os pecuaristas adotem ferramentas de proteção de preços, a fim de mitigar riscos financeiros.

Nos principais polos de comercialização, São Paulo registrou a arroba a R$ 335, o que representa uma queda de 5,63% em comparação ao final de maio. Goiânia viu o preço recuar para R$ 320, uma diminuição de 3,03%. Em Uberaba, a arroba caiu para R$ 315, ou seja, uma queda de 3,08%. Dourados apresentou uma retração de 8,57%, com a arroba cotada a R$ 320. Em Cuiabá, o preço caiu 7,04%, para R$ 330, enquanto em Vilhena, a arroba encerrou o mês em R$ 320, apresentando uma baixa de 4,48%.

Atacado

No mercado atacadista, também foram observadas quedas nas cotações ao longo de junho, mesmo durante o período da Copa do Mundo, que normalmente traz expectativas de aumento no consumo. O desempenho do setor foi prejudicado pela menor competitividade da carne bovina em comparação com outras proteínas, especialmente a carne de frango, que se destacou como uma opção mais atrativa para os consumidores.

Ao final do mês, o quarto dianteiro da carne bovina foi negociado a R$ 21,00 por quilo, registrando um recuo de 2,33% em relação aos R$ 21,50 do mês anterior. Os cortes do traseiro bovino encerraram junho cotados a R$ 25,50 por quilo, o que representa uma queda de 5,56% frente aos R$ 27,00 praticados no mês anterior.

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