Mercado do boi gordo enfrenta baixa, mas projeções para o último trimestre indicam recuperação

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Expectativa de alta nos preços do boi gordo no último trimestre do ano.

O mercado físico do boi gordo apresentou lentidão nas negociações ao longo da semana. Pecuaristas estão hesitando em vender seus animais devido às condições de preços atuais. Frigoríficos, que operam com escalas limitadas, tentam manter a pressão sobre os valores.

Condições desfavoráveis para os produtores, como o estado das pastagens e a necessidade de movimentar os negócios nos confinamentos, dificultam a entrega dos animais. A situação atual leva a uma cadência mais lenta nas vendas, impactando o fluxo do mercado.

Um fator relevante a ser destacado é o quase esgotamento da cota chinesa de 1,1 milhão de toneladas de carne bovina. As indústrias estão lidando com uma capacidade ociosa, tentando se ajustar a uma realidade de menor exportação para o principal mercado brasileiro nos últimos anos.

O que esperar?

Os preços da arroba do boi gordo devem apresentar alta consistente no último trimestre do ano. A expectativa de retomada da demanda chinesa, focada na cota de exportação do Brasil em 2027, juntamente com a demanda interna e a procura dos Estados Unidos, deve dar suporte ao mercado.

Especialistas acreditam que a arroba pode ultrapassar o recorde do ano, de R$ 360, na praça-base São Paulo. Fatores como a diminuição da participação de fêmeas em comparação aos machos contribuem para o aumento dos preços ao longo do ano.

A movimentação para o período eleitoral no Brasil, que tende a intensificar a circulação de renda e gerar empregos temporários típicos do fim do ano, deverá influenciar positivamente os preços. Isso ocorre juntamente com a expectativa de bonificações e festas de final de ano.

Do lado das exportações, o setor já planeja os abates e a produção de carne para a China e os Estados Unidos, evitando tarifas adicionais após o limite de volume ser ultrapassado. A estação de monta no Brasil, que leva à retenção de matrizes, também deve acelerar a reposição e impactar os preços até o final do ano.

Média da arroba do boi

No dia 9 de julho, os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, eram os seguintes:

  • São Paulo (Capital): R$ 330, queda de 1,49% em relação aos R$ 335 da semana anterior;
  • Goiás (Goiânia): R$ 315, recuo de 1,56% ante os R$ 320 da semana anterior;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 310, retração de 1,59% em comparação aos R$ 315 da última semana;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 320, sem alterações em relação à semana passada;
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 320, queda de 3,03% em relação aos R$ 330 da semana anterior;
  • Rondônia (Vilhena): R$ 315, declínio de 1,56% em relação aos R$ 320 da semana anterior.

Mercado atacadista

O mercado atacadista se manteve com preços estáveis durante a semana. A eliminação precoce da seleção brasileira de futebol gerou uma expectativa reduzida de consumo de carne em função da Copa do Mundo.

  • Quarto do dianteiro: cotado a R$ 20 por quilo, queda de 4,76% em relação aos R$ 21 da semana anterior;
  • Quarto do traseiro bovino: precificado a R$ 25,50 por quilo, sem alterações em relação à semana anterior.

Exportações de carne bovina

As export

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