Messias expressa gratidão a Jaques Wagner após derrota no Senado
AGU expressa gratidão após rejeição de indicação ao STF
A Advocacia Geral da União (AGU) mencionou o líder do Governo no Senado e um senador da Bahia após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), que ocorreu por 42 votos a 34.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, manifestou seu agradecimento ao líder do Governo no Senado, Jaques Wagner, em uma publicação nas redes sociais. A rejeição de sua indicação pelo plenário do Senado representou uma significativa derrota para o governo federal.
Messias também mencionou o senador Otto Alencar, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e os 32 senadores que votaram a favor de sua indicação. Em sua mensagem, ele ressaltou a importância da gratidão, citando ensinamentos de Jesus Cristo sobre o valor de reconhecer o apoio recebido.
A manifestação de gratidão veio dois dias após a votação que resultou na rejeição de sua nomeação. Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, obteve 34 votos favoráveis, 42 contrários e uma abstenção. Para ser aprovado, ele precisava de pelo menos 41 votos.
A indicação foi formalizada por meio de uma mensagem enviada pela Presidência da República ao Senado, visando preencher a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou.
Questionamentos sobre articulação política
O agradecimento a Jaques Wagner se deu em um contexto em que o líder do Governo foi questionado por aliados sobre sua articulação em favor de Messias. Após a votação, Wagner expressou surpresa com o resultado, afirmando que esperava um número maior de votos a favor.
Ele comentou: “Para mim, foi uma surpresa. Estávamos esperando 44 ou 45. Cada um vota com a sua consciência.” Wagner desempenhou um papel crucial na articulação no Senado, enquanto Otto Alencar, mencionado por Messias, presidiu a sabatina do advogado-geral na CCJ antes da votação em plenário.
Consequências da rejeição
A rejeição da indicação de Messias representa uma grande derrota para o governo Lula, sendo a primeira vez em 132 anos que o Senado bloqueia uma indicação presidencial ao STF. Messias foi sabatinado pela CCJ, onde respondeu a perguntas sobre temas como ativismo judicial, aborto e sua relação com o presidente.
A aprovação de seu nome na CCJ foi apertada, o que indicou um cenário conturbado para a sua confirmação. A situação destaca os desafios enfrentados pelo governo em sua articulação política no legislativo.
