Meta lança nova IA inspirada em Tamagotchi para acessórios como chaveiros, colares e pulseiras

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Meta apresenta Muse Charm, um novo dispositivo de IA acessível e inovador.

Durante a conferência Meta Connect, realizada no dia 23 de setembro, Mark Zuckerberg revelou o Muse Charm, um pequeno dispositivo que se destaca pelo seu design divertido e pela integração de um agente de inteligência artificial chamado Muse.

O objetivo da Meta com o Muse Charm é disponibilizar um assistente de IA que esteja sempre ao alcance, mesmo sem a necessidade de um smartphone. Zuckerberg destacou que o dispositivo incorpora toda a experiência do Muse, incluindo um sistema de voz e um avatar interativo, em um pingente que pode ser facilmente transportado no chaveiro, no pescoço ou em uma pulseira.

Para interagir com o Muse, basta tocar o sensor localizado na lateral do dispositivo, permitindo que o usuário converse sem precisar desbloquear o celular ou abrir aplicativos. Zuckerberg mencionou que, para quem não usa óculos, essa é a forma mais rápida de se comunicar com o assistente. A previsão é que o Muse Charm esteja disponível nas lojas em dezembro.

Embora detalhes técnicos específicos tenham sido escassos durante a apresentação, informações adicionais indicam que o Muse Charm possui uma tela OLED sensível ao toque de 2 polegadas, conectividade 5G e duas câmeras, uma frontal e outra traseira. Essas câmeras não apenas capturam fotos e vídeos, mas também ajudam a IA a compreender o ambiente ao redor. O dispositivo conta ainda com alto-falantes, microfones e uma porta USB para carregamento.

O software do Muse Charm foi desenvolvido com um sistema operacional exclusivo, permitindo que o usuário personalize tanto a aparência quanto a voz do personagem virtual exibido na tela. Além disso, dois Muse Charms podem interagir entre si, ampliando a experiência do usuário.

Dispositivos similares no mercado

O Muse Charm evoca lembranças de outros dispositivos que tentaram integrar a IA em hardware próprio, como o Humane AI Pin e o Rabbit R1, que não conseguiram manter o interesse do público. O Rabbit R1, por exemplo, vendeu 100 mil unidades, mas a sua popularidade foi efêmera, com apenas 5% dos compradores ainda utilizando o aparelho meses depois.

O Humane AI Pin enfrentou desafios ainda maiores, prometendo revolucionar o uso de smartphones, mas acabou se tornando um produto obsoleto sem suporte ou atualizações, resultando em um investimento perdido para muitos consumidores.

A OpenAI também está explorando o desenvolvimento de hardware inovador, após a aquisição de uma empresa de design em 2025. Embora ainda não haja confirmação, rumores sugerem que a OpenAI está trabalhando em um dispositivo que poderia ser comparado ao “iPhone da IA”, com diversas especulações sobre seu formato e funcionalidades.

Desafios da adoção de novos dispositivos

Um dos principais desafios para a aceitação do Muse Charm será convencer os usuários a adotarem mais um dispositivo em sua rotina. A Meta reconhece que substituir o smartphone é uma proposta ambiciosa, como afirmou Andrew Bosworth, CTO da empresa, que acredita que o uso do Muse se dará mais através de óculos e celulares do que por meio de um dispositivo específico.

Diferentemente do Humane AI Pin, a Meta posiciona o Muse Charm como um complemento para os entusiastas do Muse, não como um substituto do celular. Essa estratégia sugere que a Meta não espera que o dispositivo se torne um sucesso de vendas em massa.

A Meta está avançando em direção a novas formas de interação com a inteligência artificial, promovendo o uso do Muse AI como uma ferramenta acessível para o público em geral. Com 2,5 milhões de downloads e avaliações positivas, o Muse AI já está disponível apenas nos EUA, mas tem potencial para popularizar a experiência de assistentes pessoais.

Imagens | Meta

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