Michelle celebra decisão de prisão domiciliar de Bolsonaro um dia após reunião com Moraes
Michelle Bolsonaro celebra decisão de prisão domiciliar para Jair Bolsonaro.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro expressou sua alegria com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que concedeu prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em uma publicação nas redes sociais, Michelle agradeceu a Deus pela decisão, sem mencionar diretamente o ministro. A autorização para a transferência de Bolsonaro ocorreu um dia após um encontro entre eles, onde a ex-primeira-dama reforçou o pedido.
Michelle também compartilhou uma imagem de abril do ano passado, onde aparece fazendo massagem nos pés do ex-presidente durante sua recuperação de uma cirurgia abdominal. Ela afirmou que continuará a cuidar do marido, que atualmente está internado em um hospital em Brasília devido a um quadro de broncopneumonia bacteriana.
Ela destacou a importância de celebrar pequenas vitórias e expressou sua fé em Deus, afirmando que a justiça está nas mãos Dele. Michelle fez uma menção especial à filha do casal, Laura, ressaltando a dificuldade de estar longe de casa.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também comemorou a decisão, afirmando que é justo garantir ao ex-presidente um tratamento humano em um ambiente adequado para sua recuperação. Ele expressou sua felicidade pela possibilidade de Bolsonaro retornar para casa e receber o carinho da família.
Michelle e Tarcísio, junto a outros aliados de Bolsonaro, pressionaram Moraes pela concessão da prisão domiciliar. A defesa do ex-presidente argumentou que a eventual morte de Bolsonaro poderia ser politicamente interpretada como responsabilidade do Supremo, o que levou ao entendimento de que a prisão em casa seria a melhor alternativa.
A decisão de Moraes permite que Jair Bolsonaro cumpra a pena em um condomínio em Brasília por um prazo inicial de 90 dias, com a imposição de tornozeleira eletrônica e restrições ao uso de redes sociais.
Apesar da comemoração, houve críticas por parte de aliados em relação às condições impostas por Moraes. O blogueiro Paulo Figueiredo, um dos acusados de tentativa de golpe de Estado, sugeriu que a decisão visa manter Bolsonaro como refém e dificultar sua articulação política.
A defesa de Bolsonaro vinha solicitando a prisão domiciliar desde antes do cumprimento da pena de 27 anos e três meses, que começou a ser cumprida em novembro do ano passado. A contagem do prazo de 90 dias começará a partir da alta médica do ex-presidente, com a possibilidade de reavaliação ao final desse período.
