Michelle declara ter perdoado Flávio e afirma não guardar mágoas de ninguém
Michelle Bolsonaro expressa reconciliação com Flávio Bolsonaro, mas mantém oposição a Ciro Gomes.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro declarou que não guarda mágoas do senador Flávio Bolsonaro, apesar das divergências recentes entre a família e o PL. Em uma entrevista, ela ressaltou que está em processo de reconciliação e que seu coração está livre de ressentimentos.
Ao ser questionada sobre um possível encontro com Flávio para gravações de campanha, Michelle optou por não entrar em detalhes, mas deixou claro que está disposta a restabelecer as relações familiares. Ela enfatizou a importância de não carregar mágoas, afirmando que isso é prejudicial para a vida pessoal.
“Um dia de cada vez a gente tá se ajustando, mas eu não guardo mágoa de ninguém, meu coração é limpo, graças a Deus,” disse Michelle, reforçando sua crença de que as relações se recuperarão com o tempo.
Sobre sua relação com os outros filhos de Jair Bolsonaro, Michelle preferiu não comentar, alegando que isso poderia gerar polarização. Ela reconheceu que “nenhuma família é perfeita”, refletindo sobre as complexidades familiares que todos enfrentam.
Em relação à política, Michelle manifestou sua oposição à aliança do PL com Ciro Gomes, descrevendo sua resistência como “visceral”. Ela explicou que sua posição é influenciada pela atuação política de Ciro, que, segundo ela, teve um papel significativo na não candidatura de Jair Bolsonaro nas eleições.
“Hoje, o nome do meu marido não está nas urnas por conta do trabalho, de toda a articulação de Ciro Gomes,” afirmou.
A ex-primeira-dama também mencionou que as tensões no Ceará, relacionadas às articulações políticas, contribuíram para sua decisão de deixar a presidência do PL Mulher. Michelle afirmou que, ao assumir o cargo, recebeu autonomia para ajudar na formação de diretórios estaduais e candidaturas femininas.
Ela revelou que estava cansada e solicitou sua saída desde novembro do ano passado. Apesar do pedido, as lideranças do partido pediram que ela permanecesse, mas a pressão acabou levando à sua saída em junho deste ano.