Ministra da França afirma que desenvolvimento deve ter mais impacto
Ministra francesa destaca a necessidade de maior eficiência em doações a países de baixa renda.
A ministra Éléonore Carroit, responsável pela ajuda financeira internacional do governo francês, enfatizou a importância de aumentar a eficiência dos programas que recebem doações em países de baixa renda.
Durante uma reunião de ministros do G7, Carroit expressou que é crucial ter um impacto mais significativo nas iniciativas de ajuda. Ela liderou discussões em Paris sobre a assistência financeira a países em desenvolvimento, ressaltando que a clareza nos resultados é fundamental para a aplicação dos recursos.
A declaração conjunta do G7 destacou que a ajuda a nações de baixa renda é “essencial” para a redução da pobreza e para alinhar os interesses dos países desenvolvidos. A França, que atualmente preside o grupo, sediará uma reunião de chefes de Estado em junho, onde os desafios da economia global serão discutidos, incluindo a ajuda a países mais pobres.
REFORMA NO SISTEMA
Carroit mencionou que os ministros concordaram sobre a necessidade de uma “reforma ambiciosa na arquitetura do desenvolvimento”, que deve manter a solidariedade com os países mais vulneráveis e trabalhar para mobilizar fundos privados.
Uma das propostas é focar os programas em áreas com potencial para gerar empregos e novas fontes de renda. Os ministros identificaram a fragmentação das ações como um obstáculo à eficiência, com várias iniciativas repetidas em uma mesma região.
A ministra também defendeu que países atualmente excluídos dos programas de ajuda, como algumas ilhas com alta renda per capita, mas com significativa desigualdade, devem receber recursos. Ela argumentou que o custo de vida elevado nesses locais torna a renda per capita um critério inadequado para a distribuição de ajuda.
QUEDA NA AJUDA GLOBAL
Recentemente, os países ricos reduziram a ajuda financeira destinada a nações de baixa renda, com uma queda de 23% nas doações em 2025 em comparação a 2024, segundo dados da OCDE.
Carroit esclareceu que o objetivo não é retornar aos níveis anteriores de doações, mas sim construir um sistema mais forte e inclusivo que envolva outros fundos e os governos que recebem esses recursos, visando uma abordagem mais sustentável.
INFÂNCIA NA REPÚBLICA DOMINICANA
Natural de Paris, Carroit tem raízes na República Dominicana, onde passou parte de sua infância. Formou-se em direito na Universidade Columbia e atuou como advogada em arbitragem de disputas internacionais.
Ela foi eleita deputada em 2023, representando os franceses na América Latina e no Caribe, e é membro do partido Renascimento, alinhado ao presidente Emmanuel Macron. Carroit mantém laços familiares no Brasil, onde já esteve diversas vezes.
