Ministro do Paquistão classifica Israel como Estado cancerígeno

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Ministro paquistanês chama Israel de “Estado cancerígeno” e gera reação de Netanyahu.

O ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Muhammad Asif, fez declarações polêmicas sobre Israel, referindo-se ao país como um “Estado cancerígeno” em uma publicação nas redes sociais. A fala ocorreu em um contexto de negociações de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, nas quais o Paquistão atua como mediador. Após a repercussão negativa, o ministro decidiu apagar a postagem.

Na mensagem, Asif afirmou que Israel é “um mal e uma maldição para a humanidade”, destacando que, enquanto as conversas de paz prosseguem em Islamabad, “um genocídio está sendo cometido no Líbano”. Ele também mencionou que “cidadãos inocentes estão sendo mortos por Israel” e citou Gaza e o Irã, enfatizando que “o derramamento de sangue continua sem parar”.

Em um tom ainda mais contundente, Asif expressou seu desejo de que “as pessoas que criaram esse Estado cancerígeno em terras palestinas, para se livrar dos judeus europeus, ardam no inferno”. Sua declaração gerou indignação e repercussão internacional.

Israel, por sua vez, continua a realizar operações no Líbano, não incluindo o país no plano de cessar-fogo anunciado pelo presidente dos Estados Unidos. O governo israelense justifica suas ações como direcionadas ao Hezbollah, atribuindo ao grupo a responsabilidade pelos confrontos na fronteira.

Em resposta às declarações do ministro paquistanês, o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, emitiu uma nota classificando a fala como inaceitável. O governo israelense destacou que “o apelo do ministro da Defesa do Paquistão pela aniquilação de Israel é ultrajante” e que tal declaração não pode ser tolerada, especialmente de um governo que se apresenta como mediador neutro para a paz.

No campo de batalha, as Forças de Defesa de Israel (IDF) continuam a realizar operações no sul do Líbano, informando sobre a morte de Maher Qassem Hamdan, descrito como comandante das Brigadas de Resistência Libanesa. Ele era acusado de recrutar, fornecer armas e financiar o grupo.

A IDF também relatou ter atingido indivíduos que se deslocavam da região de Chebaa em direção a Sidon, além da morte de Ali Yusuf Harshi, secretário pessoal do líder do Hezbollah, Naim Qassem, em Beirute. As operações israelenses se concentraram em cruzamentos usados para o transporte de armas e em depósitos e centros de comando do Hezbollah.

Enquanto isso, o governo libanês exige o fim dos ataques israelenses em seu território, enquanto Israel mantém sua ofensiva, alegando agir contra as estruturas do Hezbollah. A escalada de tensões no Líbano ocorre em paralelo às tentativas de cessar-fogo mediadas pelo Paquistão, e as declarações de Asif apenas intensificaram o clima de tensão diplomática na região.

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