Moraes concede prisão domiciliar a Márcio Pôncio, segundo site
Ministro do STF concede prisão domiciliar a pastor devido a questões de saúde e gravidez de risco.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu converter a prisão preventiva do pastor Márcio Poncio em prisão domiciliar, com a imposição de uso de tornozeleira eletrônica.
A decisão foi tomada em razão do estado de saúde do pastor, que enfrenta problemas graves relacionados à retocolite ulcerativa. Ele já passou por uma cirurgia significativa, que resultou na remoção do intestino grosso e do reto, necessitando de acompanhamento médico contínuo. Além disso, a gravidez de alto risco da esposa do pastor também foi um fator considerado para a concessão da medida.
A nova determinação não se limita à prisão domiciliar. O ministro Moraes estipulou que Poncio deve entregar seus passaportes e teve a suspensão de qualquer documento que permita o porte de arma de fogo. Também está proibido de utilizar suas redes sociais, especialmente o Instagram, e de manter contato com outros investigados no caso.
QUEM É MÁRCIO PONCIO
Márcio Poncio, de 52 anos, é pastor na Igreja da Nuvem e possui uma expressiva base de seguidores nas redes sociais, com 514 mil no Instagram. É pai do cantor Saulo Poncio, ex-integrante da dupla UM44K, e da deputada estadual e influenciadora Sarah Poncio.
Natural de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, Poncio ganhou notoriedade no setor do tabaco e frequentemente compartilha aspectos do cotidiano familiar em suas redes sociais.
A família Poncio se tornou alvo de atenção pública em 2018, quando polêmicas sobre traições e relacionamentos de seus filhos geraram grande repercussão. Recentemente, em 2026, o pastor voltou a ser notícia ao anunciar a gravidez de sua esposa, Simone, aos 50 anos, um evento considerado notável, especialmente após ter realizado vasectomia aos 28 anos, com a gestação sendo resultado de fertilização in vitro.
OPERAÇÃO UNHA E CARNE
A Operação Unha e Carne, que já teve quatro fases anteriores entre dezembro de 2025 e maio de 2026, investiga um esquema que envolve pagamentos do jogo do bicho e a chamada Máfia do Cigarro, com indícios de corrupção entre agentes públicos e organizações criminosas.
A fase atual da operação foi desencadeada após a análise de documentos que indicaram uma contabilidade paralela para lavagem de dinheiro, além de registros de pagamentos indevidos e doações eleitorais irregulares.
A investigação está interligada à ADPF 635, que estabelece diretrizes para operações de segurança pública nas favelas do Rio de Janeiro. Além de Poncio, mandados de prisão foram emitidos contra o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, e o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar.
