Moraes notifica PGR sobre inclusão de Jair e Flávio em ação de Eduardo

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Ministro determina análise sobre pedido de inclusão de Bolsonaro em inquérito.

O ministro Alexandre de Moraes solicitou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresente, em até cinco dias, um parecer sobre o pedido do deputado Lindbergh Farias para incluir o senador Flávio Bolsonaro e o ex-presidente Jair Bolsonaro em um inquérito que investiga o ex-deputado Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo.

No pedido, Lindbergh Farias solicita a investigação sobre a possibilidade de que Eduardo tenha sido mantido nos Estados Unidos com recursos destinados à produção do filme “Dark Horse”, que retrata a campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018. A petição menciona que a produção recebeu patrocínio de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, com a participação de Flávio Bolsonaro nas negociações.

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e enfrenta uma ação penal por suposta tentativa de pressionar autoridades brasileiras envolvidas no julgamento que resultou na condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão, em setembro. A acusação alega que ele tentou articular sanções junto ao governo americano para favorecer a aprovação de uma anistia.

O deputado do PT argumenta que o filme poderia ter sido utilizado para financiar a permanência e a articulação política de Eduardo no exterior, além de servir como uma peça de promoção eleitoral disfarçada de produção cinematográfica. Na petição, Lindbergh também solicita a quebra dos sigilos fiscal, bancário, telefônico e telemático de Flávio e Jair Bolsonaro, além de medidas cautelares, como a retenção do passaporte do senador e o bloqueio de bens.

Em suas redes sociais, Lindbergh comemorou o andamento do pedido, afirmando que pretende revelar a relação entre o bolsonarismo e o Banco Master e investigar se recursos ligados a Vorcaro foram usados para financiar ataques à soberania nacional e pressões por anistia aos envolvidos em ações golpistas.

O pedido foi fundamentado em mensagens de texto e áudios divulgados, nos quais Flávio Bolsonaro solicita recursos para a produção de “Dark Horse”. De acordo com as informações, ele teria solicitado R$ 134 milhões a Daniel Vorcaro para custear gravações e pagamento de atores, recebendo cerca de R$ 61 milhões em seis parcelas.

Os documentos indicam que Eduardo Bolsonaro atuou junto à empresa GoUp Entertainment e ao deputado Mario Frias na gestão financeira da produção, além de ter orientado Vorcaro sobre maneiras de enviar recursos aos Estados Unidos sem chamar a atenção das autoridades alfandegárias.

Após a divulgação das mensagens, Flávio Bolsonaro defendeu que os pedidos de recursos foram regulares e de natureza privada, anteriores ao surgimento de suspeitas contra Daniel Vorcaro. Eduardo Bolsonaro e Mario Frias negaram qualquer contato com o controlador do Banco Master ou a recepção de recursos relacionados aos seus fundos de investimento para a produção do filme.

Processo: Inq. 4995-DF

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