Moraes solicita esclarecimentos sobre apreensão de arma de Bolsonaro em blitz
Arma registrada em nome de Bolsonaro é apreendida durante blitz no DF
A Polícia Civil do Distrito Federal apreendeu uma arma registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro durante uma operação na noite de segunda-feira (15) em Taguatinga. O armamento estava em posse do militar Estácio Leite da Silva Filho, que foi levado à 21ª Delegacia de Polícia para prestar esclarecimentos.
Em seu depoimento, Estácio informou aos policiais que a arma pertencia a Bolsonaro e apresentou a documentação relacionada ao porte institucional. Ele também mencionou que atua no Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
O militar alegou que a arma havia sido retirada da residência do ex-presidente na segunda-feira para reparos e que seria devolvida na terça-feira (16), após a conclusão do serviço.
Moraes cobra explicações
O incidente foi comunicado ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, que exigiu que a defesa de Bolsonaro forneça esclarecimentos em até 24 horas sobre o porte da arma em sua residência e a necessidade de enviá-la para manutenção próximo ao término do período de prisão domiciliar.
Bolsonaro está sob prisão domiciliar desde o fim de março, quando recebeu autorização de Moraes para finalizar o tratamento de uma broncopneumonia em casa, após receber alta hospitalar. O prazo inicialmente concedido foi de 90 dias.
O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Moraes também requisitou que o tenente-coronel Allenson Nascimento Lopes, comandante do 19º Batalhão da Polícia Militar do DF e responsável pela segurança de Bolsonaro durante a prisão domiciliar, informe se está sendo cumprida a determinação de revista em todos os veículos que saem da residência do ex-presidente. O ministro ainda solicitou esclarecimentos sobre a possível entrada de agentes do GSI no local portando celulares.
