Moro se junta a Flávio no PR, critica Lula e classifica ato de Trump sobre PCC e CV como extraordinário

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Senador Sergio Moro lança pré-candidatura ao Governo do Paraná em evento ao lado de Flávio Bolsonaro.

O senador Sergio Moro (PL) anunciou sua pré-candidatura ao Governo do Paraná em um evento realizado em Curitiba, marcando um passo significativo em sua aproximação com a família Bolsonaro.

Durante a cerimônia, Moro, acompanhado por Flávio Bolsonaro (PL), criticou o governo Lula e destacou a importância da atuação de Flávio na inclusão do PCC e do Comando Vermelho na lista de organizações terroristas dos Estados Unidos, uma medida que foi discutida durante a administração de Donald Trump.

Moro elogiou Flávio, afirmando que ele demonstrou coragem ao convencer o governo norte-americano a tomar essa decisão, desafiando a posição do atual governo brasileiro. “Flávio, você teve um ato de coragem ao agir paralelamente, contrariamente à posição do Lula”, disse ele.

A presença de Flávio Bolsonaro, que usava uma camiseta com a frase “Curitiba prendeu. Brasília soltou”, simbolizava a crítica à condenação de Lula, que foi proferida por Moro durante sua atuação como juiz na Operação Lava Jato.

Flávio também comentou sobre a visita de Lula a Trump, afirmando que o ex-presidente buscou impedir a classificação das facções como terroristas, enquanto eles lutavam para que fossem reconhecidos como tal. “Nós fomos lá para pedir que eles fossem tratados como terroristas, que é o que eles são”, afirmou.

Em seu discurso, Moro defendeu as ações do ex-presidente Jair Bolsonaro no combate ao crime e ressaltou que tanto ele quanto Bolsonaro se tornaram alvos de ameaças por suas posturas contra facções criminosas. Ele também mencionou que a defesa de Flávio para a inclusão do PCC e do Comando Vermelho na lista de organizações terroristas o colocou em risco.

Flávio descreveu Moro como “um símbolo de combate à corrupção” e expressou confiança em sua capacidade de formar uma equipe forte para governar o Paraná.

A reaproximação entre Moro e a família Bolsonaro já vinha se desenhando desde 2022, quando Moro apoiou a reeleição de Bolsonaro contra Lula, participando de debates ao lado do ex-presidente.

Vale lembrar que Moro deixou o governo Bolsonaro em 2020, acusando o presidente de tentar interferir na Polícia Federal. Na época, Bolsonaro reagiu às acusações, sugerindo que Moro buscava uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Em 2021, as tensões aumentaram, com Moro criticando a família Bolsonaro e mencionando investigações sobre “rachadinha” envolvendo Flávio.

No evento de lançamento da pré-candidatura, também estiveram presentes os pré-candidatos ao Senado Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL), além do senador Rogério Marinho (PL-RN) e do general Joaquim Silva e Luna (PL), atual prefeito de Foz do Iguaçu, que presidiu a Petrobras entre 2021 e 2022.

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