Mosaic reduz produção de fertilizantes no Brasil devido à falta de enxofre causada pela guerra no Irã
Mosaic Fertilizantes anuncia redução de produção devido à escassez de enxofre
A Mosaic, uma das principais empresas de fertilizantes do mundo, comunicou que irá diminuir a produção em algumas fábricas no Brasil devido à falta de enxofre, um insumo vital na fabricação de adubos fosfatados.
Esses adubos são essenciais para o cultivo de diversas culturas, incluindo soja, milho, trigo, café, arroz, além de hortaliças e frutas. A escassez do material tem gerado preocupações no setor agrícola.
A situação foi agravada pela guerra no Oriente Médio, que impactou o transporte marítimo no Golfo Pérsico, a principal região exportadora de enxofre. Isso resultou em aumento de custos e dificultou a importação do insumo para o Brasil.
“São necessárias aproximadamente quatro toneladas do insumo [enxofre] para fabricar dez toneladas de fertilizantes DAP ou MAP, por exemplo. Diante da redução da oferta global e da alta dos preços do enxofre, a companhia revisou seu plano operacional para o segundo semestre de 2026 e decidiu ajustar temporariamente a produção em determinadas unidades”, afirmou a empresa.
As operações nas fábricas de Candeias (BA) e Catalão (GO) terão suas atividades temporariamente paralisadas, o que poderá impactar os trabalhadores, sujeitos a negociações com os sindicatos. Em Palmeirante (TO) e Sorriso (MT), a produção será reduzida, com possíveis reflexos no quadro de funcionários.
Em Tapira (MG) e Catalão (GO), as paralisações já anunciadas devem ser prorrogadas. O complexo de Uberaba (MG) começará a ser gradualmente paralisado a partir de setembro, enquanto o Porto da Fospar em Paranaguá (PR) continuará operando normalmente até o fim de setembro, quando os estoques de ácido sulfúrico devem se esgotar.
A unidade de Cajati (SP) seguirá em operação, apoiada por importações de enxofre para manter a produção de nutrição animal. A Mosaic ainda não consegue prever quando a situação será normalizada, pois isso depende da queda nos preços do enxofre, da recuperação das cadeias globais de suprimentos e da reabertura das rotas marítimas internacionais.
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