Motorista é indiciado após atropelar oito pessoas em sequência de acidentes no Rio Grande do Sul
Motorista é indiciado após atropelar oito pessoas em um dia na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Um motorista de 60 anos foi indiciado após atropelar oito pessoas em um intervalo de cerca de uma hora, segundo informações da Polícia Civil. Os incidentes ocorreram no dia 3 de março, em um trajeto de aproximadamente 25 quilômetros entre Novo Hamburgo e Presidente Lucena.
Após os atropelamentos, o homem dirigiu-se até a casa do irmão, onde invadiu o imóvel e tentou agredi-lo com um pedaço de madeira. A Polícia Civil classifica essa ação como uma tentativa de homicídio, que foi interrompida quando a vítima conseguiu escapar pela janela.
O suspeito está preso preventivamente desde a data dos incidentes e foi indiciado em dois inquéritos distintos, um referente aos atropelamentos em Presidente Lucena e outro em Novo Hamburgo.
Até o momento, não foi identificada uma motivação clara para a sequência de crimes. A principal linha de investigação sugere a possibilidade de um surto psicótico durante os eventos.
Em Presidente Lucena, um dos atropelamentos envolveu um idoso de 73 anos, que foi atingido em frente à sua casa, a cerca de 400 metros da residência do irmão do suspeito. O idoso sofreu lesões e foi hospitalizado, recebendo alta no dia seguinte.
Em Novo Hamburgo, cinco pessoas foram atropeladas pelo motorista. Uma mulher, que caminhava com um bebê no colo e outra criança ao lado, conseguiu desviar parcialmente de um veículo que trafegava na contramão, mas ainda assim sofreu ferimentos na perna, evitando que as crianças fossem atingidas.
Imagens analisadas pela polícia indicam que o motorista pode ter alterado a trajetória do veículo para atingir pedestres intencionalmente. Uma das vítimas sofreu fraturas em várias partes do corpo, incluindo costelas, vértebras e clavícula, além de ferimentos na cabeça.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito não prestou socorro às vítimas após os atropelamentos. As circunstâncias do caso continuam sob investigação e foram encaminhadas ao Ministério Público para as devidas providências.
