MP Eleitoral solicita rejeição da candidatura de António Rueda no Rio de Janeiro

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Ministério Público solicita indeferimento da candidatura de Antonio Rueda por ligações com milícias.

O Ministério Público Eleitoral requisitou à Justiça Eleitoral o indeferimento do registro de candidatura de Antônio Eduardo Gonçalves de Rueda, presidente do União Brasil, a deputado federal. O pedido se baseia em alegações de envolvimento de chefes de milícias na campanha do candidato.

A justificativa do MPE se fundamenta na proibição do uso de organizações paramilitares e milícias em campanhas políticas, conforme estabelecido na Constituição Federal. A instituição argumenta que a campanha de Rueda estaria utilizando métodos de coerção paramilitar, o que contraria as normas eleitorais.

No documento apresentado, o MPE menciona que a campanha de Rueda teria ligações com líderes de milícias atuantes em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Essas associações levantam sérias preocupações sobre a integridade do processo eleitoral e a influência de grupos criminosos nas decisões políticas.

O Ministério Público também cita dois indivíduos, Luiz Eduardo Santos de Araújo, conhecido como “Eduardo Araújo”, e Fábio Augusto de Oliveira Brasil, apelidado de “Fabinho Varandão”, que estariam envolvidos na campanha. Ambos tiveram seus registros de candidatura a vereador para as eleições de 2024 indeferidos pelo Tribunal Superior Eleitoral, devido à sua comprovada liderança e atuação em milícias armadas.

Eduardo Araújo, que é policial militar, foi condenado a oito anos de reclusão por constituição de milícia privada. Sua participação na coordenação da campanha de Rueda levanta questões sobre a utilização de recursos ilícitos e a conexão de figuras do crime organizado com a política local.

Além disso, tanto Araújo quanto Fabinho Varandão foram nomeados como secretários municipais pelo prefeito de Belford Roxo, Márcio “Canella” Correia de Oliveira, em 2025. Essa ligação formal ao governo municipal reforça sua posição como líderes na base eleitoral do prefeito e, consequentemente, na campanha de Rueda.

O MPE argumenta que a estrutura política e territorial que ambos representam foi utilizada para promover a candidatura de Rueda, evidenciando uma tentativa de interferência de grupos paramilitares no processo eleitoral de maneira disfarçada.

O documento também menciona a conexão de Rueda com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Um depoimento de Mauro Caputti Mattosinho à Polícia Federal sugere que jatos executivos utilizados por integrantes do PCC pertencem a Antonio Rueda, o que agrava ainda mais as suspeitas sobre sua candidatura.

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