Mudanças e polarização: analista antecipa cenários para as eleições de 2026 no RS e no Brasil
Prognósticos para as eleições de 2026 já movimentam o cenário político gaúcho.
Ainda faltam 128 dias para o primeiro turno das eleições de 2026, mas as especulações sobre os possíveis candidatos já estão em alta. O cenário político é dinâmico e pode mudar rapidamente, especialmente no Rio Grande do Sul.
No atual período de pré-campanha, diversos candidatos se destacam nas intenções de voto. No entanto, é importante ter cautela, pois o cenário pode ser alterado com facilidade, refletindo a volatilidade do eleitorado gaúcho.
Mudanças na bancada gaúcha da Câmara dos Deputados
Um aspecto notável neste ano é que os três deputados federais mais votados na última eleição pelo Rio Grande do Sul estão se candidatando a outros cargos. Coronel Zucco (PL), Marcel Van Hattem (Novo) e Paulo Pimenta (PT) somam quase 740 mil votos que não estarão em disputa para a Câmara dos Deputados.
Na Serra Gaúcha, Maurício Marcon (PL) e Denise Pessoa (PT), eleitos em 2022, buscam a reeleição com a expectativa de melhorar seus desempenhos nas urnas.
Para as eleições de deputado estadual, além dos atuais representantes Pepe Vargas (PT), Cláudio Branchieri (PL) e Neri, o Carteiro (PSD), há outras candidaturas promissoras. O ex-candidato a prefeito de Caxias do Sul, Maurício Scalco (PL), e o vereador João Uez (Republicanos) são nomes que podem se destacar.
RS renova duas das três vagas no Senado
Das três cadeiras que o Rio Grande do Sul possui no Senado, duas serão renovadas. Hamilton Mourão (Republicanos) se mantém por mais quatro anos, enquanto Paulo Paim (PT) e Luis Carlos Heinze (Progressistas) não buscarão a reeleição.
O analista político prevê que Van Hattem deve ocupar a vaga de Heinze, e a disputa pelo segundo lugar contará com vários candidatos. Nomes como Manuela D’ávila (PSOL), Paulo Pimenta, Germano Rigotto (MDB) e Sanderson (PL) estão entre os mencionados. Frederico Antunes (PSD) também é considerado uma alternativa.
“Frederico Antunes tenta se mostrar como uma alternativa de centro, assim como Germano Rigotto. Manuela D’ávila volta à política, uma candidata que sempre foi campeã de votos e tenta fazer dobradinha com Paulo Pimenta, nome forte do governo Lula no Rio Grande do Sul”.
Historicamente, os eleitores costumam decidir seu voto para senador pouco antes da eleição, o que pode influenciar os resultados finais.
Zucco, Brizola e Souza na frente na disputa ao Governo do RS
Os principais candidatos ao Governo do Estado são Coronel Zucco e Juliana Brizola (PDT), com Gabriel Souza (MDB) na terceira posição. É importante notar que candidatos que iniciaram em posições inferiores, como Germano Rigotto, Yeda Crusius e José Ivo Sartori, conseguiram reverter a situação e vencer.
“Zucco conseguiu regimentar uma forte união da direita e Juliana Brizola, que terá como vice Edegar Pretto, aliás, isso é um ineditismo na história do Estado. O PT abriu mão da cabeça de chapa, tentando uma união de toda a esquerda e voltar ao governo estadual”, avalia Zanin.
Vanin observa que Souza conta com a aprovação do governo de Eduardo Leite para tentar chegar ao segundo turno, posicionando-se como uma alternativa entre os extremos representados por Zucco e Brizola.
Polarização mantida entre Lula e Flávio Bolsonaro
Apesar das recentes controvérsias envolvendo Flávio Bolsonaro (PL) e Daniel Vorcaro, o cenário eleitoral se mantém estável. A expectativa é que haja um segundo turno
