Mulher é condenada quase 20 anos após a morte de escrivão judicial no Vale do Sinos

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Pena de 18 anos e oito meses é imposta a mulher por homicídio do marido em Novo Hamburgo.

Após dois dias de julgamento, o júri que analisou o caso de Adriana Guinthner foi encerrado na tarde de quarta-feira (6). Ela foi acusada pela morte de seu marido, o escrivão judicial Paulo César Ruschel, em 2006, em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos. A condenação resultou em uma pena de 18 anos e oito meses de reclusão em regime fechado.

O conselho de sentença, composto exclusivamente por mulheres, reconheceu que a ré cometeu homicídio qualificado, considerando o motivo torpe e o uso de recurso que dificultou a defesa do marido. O julgamento foi presidido pela juíza Bruna Casagrande Siebeneichler, da 1ª Vara Criminal de Novo Hamburgo, que determinou a execução imediata da pena.

A denúncia do Ministério Público aponta que Paulo César, de 48 anos, foi assassinado enquanto dormia em sua residência, localizada no bairro Pátria Nova. O Ministério Público alegou que o crime teria sido premeditado por Adriana, atualmente com 55 anos, motivado por questões financeiras. O escrivão foi atingido por disparos de arma de fogo na cabeça e no tórax.

A defesa de Adriana apresentou a tese de que o crime foi perpetrado por invasores desconhecidos. Em contrapartida, o Ministério Público sustenta que ela foi a autora do planejamento do assassinato ou que, de alguma forma, facilitou a entrada dos possíveis atiradores na casa. Até o momento, nenhum outro suspeito foi identificado nas investigações.

É importante ressaltar que a sentença pode ser contestada, uma vez que foi proferida quase duas décadas após a ocorrência do crime. Durante esse período, o caso enfrentou diversas reviravoltas no sistema judicial. Uma condenação anterior, datada de 2023, foi anulada pelo Tribunal de Justiça devido a irregularidades processuais.

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