Mulheres acima dos 50 anos registram perda de peso de até 35% com combinação de dois fatores que pode ajudar na menopausa
Estudo revela que combinação de terapia hormonal e tirzepatida pode ser eficaz na perda de peso em mulheres pós-menopausa.
Um novo estudo sugere que mulheres na pós-menopausa podem se beneficiar da combinação entre terapia hormonal e o medicamento para obesidade tirzepatida, resultando em uma perda de peso significativamente maior em comparação ao uso do remédio isoladamente.
As participantes que utilizaram ambos os tratamentos conseguiram perder cerca de 35% mais peso do que aquelas que tomaram apenas a tirzepatida. Essa descoberta abre novas perspectivas para o manejo da obesidade em mulheres acima dos 50 anos, um grupo que frequentemente enfrenta desafios adicionais relacionados ao ganho de peso.
A menopausa é um período marcado por alterações metabólicas significativas, onde a diminuição dos níveis de estrogênio pode contribuir para o aumento de peso e elevar o risco de doenças como diabetes tipo 2 e problemas cardiovasculares. Portanto, é crucial compreender como diferentes intervenções podem interagir durante essa fase da vida.
Possível sinergia entre hormônios e medicamentos modernos
Para entender melhor a relação entre os tratamentos, pesquisadores analisaram dados de 120 adultos com sobrepeso ou obesidade que usaram tirzepatida por pelo menos 12 meses. Os resultados foram comparados entre aqueles que estavam sob terapia hormonal e os que não a utilizavam.
A discrepância nos resultados chamou a atenção dos cientistas, levando à hipótese de que pode haver uma interação biológica entre o estrogênio e medicamentos da classe GLP-1, como a tirzepatida, potencializando o efeito de redução do apetite e facilitando a perda de peso.
Entretanto, os autores do estudo alertam que se trata de uma pesquisa observacional, o que impede conclusões definitivas sobre a responsabilidade direta da terapia hormonal na perda de peso. Outros fatores, como melhorias na qualidade do sono ou mudanças no estilo de vida associadas ao tratamento dos sintomas da menopausa, também podem ter influenciado os resultados.
Ainda assim, a magnitude da diferença observada é um indicativo que justifica a realização de novos estudos clínicos mais rigorosos. Ensaios randomizados estão sendo planejados para investigar se essa combinação pode oferecer benefícios adicionais à saúde cardiometabólica em mulheres após a menopausa.
