Mulheres, jovens, não alinhados e paulistas são apontados como decisivos para a eleição de 2026, segundo institutos de pesquisa

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Expectativas para as eleições de 2026 revelam um eleitorado em transformação.

O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é considerado o favorito para conquistar o quarto mandato, mas a polarização política continua, especialmente com a figura de Flávio Bolsonaro (PL) representando a oposição. Um novo candidato pode surgir nas eleições de 2026, e o perfil do eleitor que pode decidir a próxima presidência já está se delineando.

Pesquisas eleitorais indicam que mulheres, jovens, eleitores sem alinhamento político definido, além de cidadãos do Estado de São Paulo e da Região Sul, serão determinantes na escolha do próximo líder do País. Essa avaliação foi discutida durante um evento do Lide em São Paulo.

De acordo com a CEO do Datafolha, Luciana Chong, a eleição de 2026 apresenta um percentual menor de “voto cristalizado” entre os principais candidatos. Esse termo refere-se à pesquisa espontânea, onde os entrevistados não recebem sugestões de nomes.

Chong ressaltou que há uma desmobilização maior entre os eleitores em comparação a 2022, com um número significativo não mencionando os principais candidatos espontaneamente. Mulheres, jovens, especialmente os mais escolarizados, e os eleitores da Região Sul, que não se identificam com nenhum dos lados da polarização, podem ser decisivos.

Andrei Roman, CEO da AtlasIntel, observou que, tradicionalmente, o candidato do governo tende a ter vantagem, o que favorece Lula. No entanto, pesquisas recentes mostram uma clara erosão do apoio ao lulismo, com perda de votos entre seu núcleo tradicional, que inclui eleitores do Nordeste, jovens e da classe C.

Murilo Hidalgo, presidente da Paraná Pesquisas, complementou que, apesar da queda no Nordeste, Lula está ganhando apoio em São Paulo, o maior colégio eleitoral do País, o que pode compensar a perda em seu eleitorado tradicional.

Hidalgo afirmou que São Paulo será crucial na decisão do próximo presidente, prevendo uma disputa equilibrada em 2026. Ele mencionou que uma vantagem de 53% a 47% no segundo turno seria considerada uma grande vitória.

Felipe Nunes, CEO da Quaest, destacou que a probabilidade de vitória de Lula aumentou de 38% para quase 60% nos últimos meses. Ele explicou que, embora dois dos quatro modelos de análise política sugiram uma tendência favorável ao presidente, isso não significa que a eleição esteja decidida.

Nunes também mencionou que Lula está em uma posição mais competitiva em comparação ao início do ano, com fatores econômicos positivos e programas que atraem eleitores centristas, como o Desenrola 2.0 e a ampliação da isenção do imposto de renda.

Por outro lado, o modelo das preocupações eleitorais revela que a violência e a corrupção ainda são questões que favorecem candidatos da oposição, representando uma oportunidade para a direita. Nunes concluiu que, embora haja uma leve tendência a favor de Lula, a disputa entre os dois polos permanece acirrada.

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