Nikolas solicita afastamento de Gonet após foto com Vorcaro fumando charuto

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Deputado solicita afastamento cautelar do procurador-geral da República após revelações de investigações.

O deputado Nikolas Ferreira apresentou uma representação ao presidente do STF, Edson Fachin, pedindo o afastamento cautelar do procurador-geral da República, Paulo Gonet. O pedido é fundamentado em uma fotografia vazada onde Gonet aparece fumando charuto ao lado de Daniel Vorcaro, além de mensagens obtidas pela Polícia Federal durante investigações relacionadas ao Banco Master.

A imagem, que foi enviada a Vorcaro pelo advogado Ciro Soares em junho de 2025, teria sido registrada em um encontro em Londres no ano anterior. A autenticidade da foto foi confirmada pela Procuradoria-Geral da República.

Nikolas argumenta que o registro e as conversas reveladas pela PF contradizem a declaração de Gonet ao STF, onde o procurador afirmou não ter proximidade com Vorcaro. Para o deputado, os elementos indicam uma relação mais íntima entre os dois, destacando que “confraternizar em ambiente reservado, à custa do anfitrião, é o que se entende por proximidade”.

Além disso, o deputado menciona que as mensagens encontradas no celular de Vorcaro sugerem contatos subsequentes e planos para novos encontros, incluindo tratativas para que Gonet palestrasse em um evento financiado pelo Banco Master em Londres, que foi posteriormente cancelado.

Em sua representação, Nikolas enfatiza que os contatos descritos nas investigações comprometem a imparcialidade necessária para a atuação de Gonet em casos relacionados ao Banco Master. Ele destaca que a situação se torna ainda mais crítica considerando que o procurador pleiteia a nulidade de apurações nas quais ele e sua família são citados diversas vezes.

O deputado solicita que Fachin encaminhe o caso ao órgão competente do STF para análise do afastamento cautelar de Gonet. Também pede que o assunto seja levado ao Plenário da Corte para deliberação.

Além disso, Nikolas requer o envio de cópias da representação ao Conselho Nacional do Ministério Público e ao Senado, visando uma eventual apuração interna sobre a conduta do procurador-geral.

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