Nova pesquisa indica que plantas podem permanecer na Terra por até 2 bilhões de anos
Estudo revela que plantas podem sobreviver na Terra por até 2 bilhões de anos.
As plantas têm um futuro mais promissor do que se pensava, com a possibilidade de existir na Terra por até 2 bilhões de anos, mesmo diante de mudanças climáticas significativas.
O fator determinante para essa longevidade é a evolução do brilho solar. Embora o Sol pareça estável, sua luminosidade aumenta gradualmente, cerca de 10% a cada bilhão de anos, impactando diretamente a temperatura do planeta.
Para investigar os efeitos desse fenômeno nas plantas, pesquisadores utilizaram modelos climáticos tridimensionais avançados, que simulam as interações entre a atmosfera, o clima e os níveis de dióxido de carbono (CO₂) ao longo de extensos períodos geológicos.
O CO₂ é vital para a fotossíntese, mas sua concentração na atmosfera pode diminuir ao longo do tempo devido ao intemperismo de silicatos. Esse processo envolve reações químicas entre rochas, chuva e dióxido de carbono, resultando na remoção do gás da atmosfera e seu armazenamento nos oceanos e no subsolo.
Diferentes cenários foram analisados para o futuro da Terra. No cenário mais otimista, os níveis de CO₂ permaneceriam estáveis, permitindo a continuidade da vida vegetal e animal por cerca de 2 bilhões de anos. Em um cenário mais pessimista, com uma remoção mais intensa de CO₂, a vegetação ainda poderia sobreviver entre 1,35 bilhão e 1,86 bilhão de anos.
Os pesquisadores também examinaram a adaptação de diferentes tipos de plantas. As plantas C3, que incluem espécies como árvores, arroz e trigo, são as mais vulneráveis à queda do dióxido de carbono. Por outro lado, as plantas C4, como milho e cana-de-açúcar, além de espécies com metabolismo CAM, como certos cactos, são mais resilientes e conseguem sobreviver com menores concentrações de CO₂.
Os autores do estudo afirmam que a vida vegetal poderá persistir até que o aumento do brilho solar cause mudanças drásticas no planeta, como a possível evaporação dos oceanos. Nesse ponto, a Terra deixaria de ser um habitat adequado para organismos complexos, tornando-se predominantemente um lar para formas de vida microscópicas.
