Nova tarifa dos Estados Unidos gera preocupação entre indústrias gaúchas
Setor industrial gaúcho se preocupa com nova sobretaxa de 25% nas exportações para os EUA.
A indústria do Rio Grande do Sul enfrenta um novo desafio com a recomendação de uma tarifa adicional de 25% sobre as importações oriundas do Brasil pelos Estados Unidos. Esta medida, que se insere no contexto da seção 301, foi encerrada antes do esperado pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA, trazendo incertezas para as exportações da região.
Claudio Bier, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), expressou sua preocupação com o impacto que essa tarifa pode ter na competitividade da indústria brasileira. O estado é um dos mais afetados, com 88% de suas exportações enfrentando algum tipo de sobretaxa.
O líder da Fiergs espera que o governo brasileiro atue de forma eficaz para defender os interesses do país, evidenciando os possíveis efeitos adversos da nova tarifa sobre o mercado norte-americano. Apesar de já haver um esforço conjunto realizado pela Fiergs e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) para apresentar esses dados, ainda existem oportunidades para diálogo e contribuição através de consultas públicas antes da decisão final marcada para 15 de julho.
Desde a implementação de tarifas em abril e sua intensificação em agosto de 2025, as exportações gaúchas sofreram quedas significativas, com uma redução de 37% nos últimos cinco meses do ano passado e de 22,4% entre janeiro e abril de 2026. Este cenário é visto como um novo impasse nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.
A proposta de nova tarifa sugere que ela se aplicaria de maneira uniforme aos produtos brasileiros, embora haja indicações de exclusões. Produtos agroalimentares como carnes, café e sucos, além de minérios e combustíveis, estariam entre as exceções. Itens que já sofrem tarifas adicionais, como madeira e aço, também não estariam sujeitos à nova taxa.
