Nova Zelândia registra primeiro caso de gripe aviária
Nova Zelândia registra primeiro caso de gripe aviária H5N1 em ave marinha migratória.
A Nova Zelândia confirmou, nesta quarta-feira, seu primeiro caso de gripe aviária H5N1 de alta patogenicidade em uma ave marinha migratória, conforme anunciado pelo ministro da Biossegurança, Andrew Hoggard.
A confirmação do caso surge poucas semanas após a Austrália registrar os primeiros casos da doença em seu território continental, encerrando um período em que o continente australiano se destacava por não ter registros do vírus.
De acordo com o governo neozelandês, o caso foi identificado em uma ave marinha migratória. As autoridades destacam que, até o momento, não há evidências de transmissão entre aves silvestres no país, nem registros de surtos em granjas comerciais.
O ministro Hoggard afirmou que “não há evidências de mortalidade em massa na vida selvagem ou de transmissão entre aves silvestres na Nova Zelândia. Não houve detecção em aves domésticas”.
A descoberta acende um alerta para as autoridades da Oceania em relação à chegada da cepa H5N1 por meio de aves migratórias. Recentemente, a Austrália confirmou dois casos da doença em menos de uma semana, ambos no estado da Austrália Ocidental. O primeiro caso foi em um mandrião-pardo migratório, e o segundo em um petrel-gigante-do-norte encontrado doente em uma praia próxima à cidade de Esperance.
Até então, a Austrália era considerada o único continente sem registros da gripe aviária H5N1 em seu território continental, com o vírus detectado anteriormente apenas na Ilha Heard, um território subantártico a cerca de 4 mil quilômetros da costa australiana.
Após os registros, as autoridades australianas intensificaram os protocolos de biossegurança em fazendas, ampliaram a testagem de aves costeiras e reforçaram medidas de vigilância para evitar que o vírus alcance os sistemas de produção comercial.
Apesar do aumento da doença entre aves selvagens em várias partes do mundo, as infecções humanas permanecem raras. Contudo, a disseminação global da gripe aviária resultou no abate de milhões de aves nos últimos anos, impactando as cadeias de abastecimento e elevando os preços de alimentos, especialmente ovos e carne de frango.
Atualmente, tanto a Nova Zelândia quanto a Austrália afirmam não ter identificado transmissão do H5N1 para aves de criação nos casos mais recentes.
