Novas aquisições agrícolas da China nos EUA e seu impacto no comércio global

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China e EUA avançam em acordos comerciais agrícolas após tensões anteriores.

A China, maior importadora de produtos agrícolas do mundo, tem reduzido suas compras dos Estados Unidos desde a guerra comercial que começou no ano passado. Contudo, um novo acordo foi firmado entre as duas nações, visando expandir o comércio agrícola e eliminar barreiras não tarifárias para carne bovina e aves.

Recentemente, o Ministério do Comércio chinês anunciou um compromisso significativo para aumentar as importações agrícolas dos EUA, com um valor estimado em US$ 17 bilhões, além de compromissos já existentes com a soja. Isso pode elevar o total das importações agrícolas da China para cerca de US$ 28 bilhões a US$ 30 bilhões por ano.

Embora esse valor ainda esteja abaixo do pico de US$ 38 bilhões alcançado em 2022, representa um aumento considerável em relação aos US$ 8 bilhões do ano passado. Para atingir essa meta, a China precisará aumentar significativamente as compras de trigo, grãos para ração e carne, além de produtos agrícolas não alimentícios como algodão e madeira.

Pequim já cumpriu parte do compromisso de adquirir 12 milhões de toneladas de soja e está em processo de compra de trigo e sorgo. O acordo anterior entre os presidentes dos EUA e da China estipulou que a China compraria ao menos 25 milhões de toneladas de soja anualmente.

O aumento nas importações agrícolas dos EUA deve impactar diretamente as exportações de fornecedores rivais, como Brasil e Austrália. O Brasil, que já é o principal fornecedor de soja da China, também se tornou o principal fornecedor de milho, enquanto a Austrália pode enfrentar uma queda na demanda por seus produtos agrícolas.

Os comerciantes estatais chineses devem continuar sendo os principais compradores de milho e trigo dos EUA, beneficiando-se de cotas de importação com tarifas reduzidas. No entanto, as importações de milho e trigo dos EUA caíram drasticamente em 2025, e as expectativas são de que as compras de sorgo aumentem devido a problemas de produção no norte da China.

A China também é um mercado significativo para produtos não alimentícios, como algodão e madeira. As importações de algodão caíram drasticamente, e a expectativa é que a China busque diversificar suas compras, aumentando a importação de produtos como carne bovina e aves, especialmente após a recente flexibilização de restrições comerciais.

Por fim, os acordos recentes podem não apenas beneficiar as economias dos dois países, mas também influenciar o mercado agrícola global, uma vez que a China busca diversificar suas fontes de suprimento e estabilizar seu mercado interno.

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