Nubank e Mercado Pago interrompem saques e depósitos de criptomoedas

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Nubank e Mercado Pago suspendem operações de criptomoedas devido a instabilidades externas.

Nubank e Mercado Pago interromperam temporariamente as operações de depósito e retirada de criptomoedas na última sexta-feira (6). Ambas as instituições atribuíram os problemas a instabilidades em fornecedores externos, sem identificar publicamente as empresas responsáveis ou informar quando os serviços serão normalizados.

No caso do Nubank, a interrupção está relacionada a um fornecedor responsável pela verificação de transações. A instituição esclareceu que a falha não ocorreu em sua própria infraestrutura e não representa risco à segurança dos clientes, garantindo que os ativos e informações dos usuários permanecem protegidos.

Além disso, o Nubank informou que os demais serviços de criptomoedas continuam operando normalmente. Os clientes ainda podem comprar e vender ativos digitais, embora não consigam realizar depósitos ou saques diretamente em criptomoedas.

A empresa está monitorando a situação junto ao fornecedor e promete retomar as operações assim que o serviço externo for restabelecido.

A Fireblocks, empresa de tecnologia de custódia de ativos digitais mencionada na área de suporte do Nubank, também se manifestou, afirmando que sua plataforma e infraestrutura estão operando normalmente e negando qualquer responsabilidade pela interrupção.

Mercado Pago também bloqueou transferências

  • O Mercado Pago enfrentou uma situação similar, mas relacionada a outro prestador de serviço. A instabilidade foi causada por um incidente com um fornecedor que monitora riscos e previne a lavagem de dinheiro;
  • Como medida preventiva, parte das transferências de criptomoedas para carteiras externas foi bloqueada. A instituição assegurou que os recursos dos clientes permanecem preservados enquanto trabalha para restabelecer as operações;
  • Os depósitos recebidos também podem sofrer atrasos no processamento. Contudo, o Mercado Pago garantiu que os valores serão creditados automaticamente quando o serviço for normalizado;
  • As operações de compra e venda de criptomoedas continuam disponíveis, sem impactos;
  • A empresa está acompanhando a situação em tempo real e comunicará os usuários assim que as transferências forem restabelecidas, mas ainda não revelou o nome do fornecedor envolvido.

As interrupções ocorrem em um momento de crescente preocupação com a segurança das plataformas de criptomoedas. Recentemente, a Binance, uma das maiores corretoras de ativos digitais do mundo, sofreu um ataque cibernético que resultou no roubo de aproximadamente US$ 6,3 bilhões em criptomoedas, atribuído ao grupo TraderTraitor, vinculado à Coreia do Norte.

Após a reabertura das retiradas, usuários retiraram bilhões de dólares em ativos, com saídas líquidas chegando a US$ 4,72 bilhões. A corretora Binance afirmou que os volumes de retiradas começaram a se estabilizar.

Outra ocorrência significativa envolveu a brasileira Mercado Bitcoin, que identificou um incidente de segurança e bloqueou cerca de US$ 11,2 milhões em ativos, assegurando que não houve prejuízo aos clientes nem vazamento de dados.

Embora haja uma proximidade entre os acontecimentos, não há confirmação de que as interrupções no Nubank e no Mercado Pago estejam relacionadas a ataques cibernéticos recentes.

Chainalysis foi mencionada, mas não há confirmação

Uma das hipóteses levantadas no mercado sugere que empresas especializadas em análise de blockchain, como a Chainalysis, possam estar envolvidas. Essas empresas monitoram transações com criptomoedas e ajudam instituições a identificar movimentações suspeitas.

Um especialista mencionou a possibilidade de problemas em serviços desse tipo como uma explicação para as interrupções. Um eventual comprometimento de ferramentas de monitoramento poderia levar instituições financeiras a bloquear temporariamente transferências para evitar operações envolvendo carteiras suspeitas.

Entretanto, não há confirmação de que a Chainalysis esteja relacionada aos incidentes enfrentados pelas duas instituições, que mantêm a identidade dos fornecedores envolvidos em sigilo.

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