Número de mortos em terremotos na Venezuela ultrapassa 200
Venezuela enfrenta tragédia após terremotos que deixaram 235 mortos e milhares de feridos.
Pelo menos 235 pessoas perderam a vida em decorrência de dois terremotos que atingiram a Venezuela, de acordo com o ministro da Saúde. O país enfrenta uma situação crítica, com mais de 1.500 feridos e um número significativo de desaparecidos.
O Exército dos Estados Unidos anunciou o envio de navios de guerra, aviões de transporte e helicópteros para prestar assistência à Venezuela. Essas forças têm como objetivo oferecer apoio logístico e entregar ajuda humanitária às vítimas do desastre.
Os tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, provocaram pânico generalizado, com muitos venezuelanos correndo para as ruas em busca de segurança. A cidade costeira de La Guaira, próxima à capital, foi uma das mais afetadas, com relatos de edifícios desabando e pessoas presas sob os escombros.
As operações de resgate estão sendo realizadas de forma lenta e difícil, com moradores tentando remover os escombros com ferramentas improvisadas. Há relatos emocionantes de famílias que escutaram os gritos de entes queridos soterrados, mas que não conseguiram resgatá-los.
A presidente interina visitou La Guaira e declarou a região como “zona de desastre”, enquanto a população lidava com a dor e o desespero. Saques foram registrados, refletindo a gravidade da situação e a necessidade urgente de ajuda.
Desaparecidos
A busca por desaparecidos se intensificou nas redes sociais, com familiares clamando por informações. Muitas pessoas consultam listas de feridos divulgadas por hospitais, na esperança de encontrar notícias sobre seus entes queridos.
Um homem relatou a perda de familiares e o desaparecimento de sua filha, enquanto outros moradores tentavam lidar com a devastação em suas comunidades. O primeiro terremoto ocorreu às 18h04 locais, seguido por um segundo tremor quase um minuto depois, o mais forte registrado na Venezuela em mais de um século.
A Venezuela é historicamente uma região de atividade sísmica, mas não havia enfrentado um grande terremoto desde 1997, quando um tremor deixou 73 mortos. O último grande terremoto em Caracas ocorreu em 1967, resultando em 236 fatalidades.
Equipes a caminho
O governo interino declarou estado de emergência nacional, e a presidente anunciou que equipes especializadas de resgate estão a caminho para auxiliar nas operações de busca. A ONU também está mobilizando recursos para ajudar as vítimas.
Os Estados Unidos se comprometeram a destinar 150 milhões de dólares em ajuda, com parte significativa sendo alocada a um fundo humanitário. Vários países da América Latina, incluindo Chile e México, ofereceram assistência, assim como nações da Europa e da Ásia.
Pânico em Caracas
Em Caracas, a destruição é visível, com prédios desabando e a população em estado de alerta. Muitas pessoas permanecem nas ruas, temendo novas réplicas sísmicas, enquanto buscam abrigo em locais improvisados.
Relatos de pessoas desesperadas à procura de familiares são comuns, e a cidade está marcada pela tragédia. Uma fotografia de um menino desaparecido, fixada em um muro, simboliza a dor coletiva da população.
