Nunes Marques apoia votação eletrônica na reabertura do TSE

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Ministro do TSE reafirma confiança no sistema eletrônico de votação e destaca a transparência como pilar da democracia.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, manifestou apoio ao sistema eletrônico de votação durante a abertura do segundo semestre forense da Corte.

Em seu discurso, o ministro ressaltou a preparação da Justiça Eleitoral para as eleições gerais de 2026 e anunciou o início da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação. Essa semana será dedicada à divulgação do funcionamento das urnas eletrônicas, com demonstrações públicas, atividades educativas e visitas guiadas.

Nunes Marques enfatizou a importância da participação popular e institucional na supervisão do processo eleitoral deste ano. Ele declarou que “as portas da justiça eleitoral permanecem abertas para quem deseja conhecer, acompanhar e fiscalizar o processo eleitoral”.

O ministro também antecipou que o período que antecede o primeiro turno será marcado por um aumento nas ações eleitorais, com o tribunal se preparando para a crescente demanda processual esperada nas próximas semanas. “O desafio é enorme e exigirá desta Corte dedicação permanente e esforço adicional de todos os seus integrantes”, afirmou.

Além disso, Nunes Marques associou a promoção da transparência no funcionamento do sistema eleitoral à credibilidade da instituição. “Transparência não é apenas um compromisso desta instituição, é um dos pilares sobre os quais se sustenta a confiança da sociedade nas eleições brasileiras”, destacou.

Exposição da urna

Antes da sessão, o TSE realizou uma transmissão ao vivo que apresentou o interior de uma urna eletrônica. Um engenheiro da Corte explicou o funcionamento dos mecanismos de segurança, criptografia e auditoria do equipamento, como parte das iniciativas de esclarecimento ao público promovidas pela Justiça Eleitoral.

A divulgação do processo eletrônico de votação ocorre em um contexto de desafios enfrentados pela Corte. Em 2022, o TSE foi alvo de campanhas de descredibilização das urnas eletrônicas, incluindo uma ação do então presidente Jair Bolsonaro durante uma reunião com embaixadores estrangeiros, que resultou em sua condenação à inelegibilidade.

Após a eleição, a derrota de Bolsonaro gerou questionamentos por parte de uma fração de seus eleitores, resultando em protestos em várias partes do país. Contudo, o senador Flávio Bolsonaro, escolhido como sucessor, declarou em uma entrevista que confia na imparcialidade do TSE e que reconhecerá o resultado das urnas.

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