Nvidia inicia envio de chip poderoso para a China, afirma autoridade dos EUA

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Envio de chips H200 da Nvidia para a China gera preocupação nos EUA

Uma autoridade do governo americano revelou que a Nvidia enviou um número limitado de chips H200 para a China, o que acendeu alarmes na disputa tecnológica entre os dois países.

Os chips H200, considerados o segundo processador de inteligência artificial mais potente da Nvidia, tornaram-se um ponto crítico nas tensões entre os Estados Unidos e a China. O governo dos EUA está empenhado em restringir o acesso da China a semicondutores avançados, que poderiam ser utilizados em aplicações militares.

A confirmação do envio dos chips foi feita por um alto funcionário do Departamento de Comércio dos EUA. O subsecretário de Comércio para Indústria e Segurança afirmou que as exportações para a China foram mínimas até o momento, descrevendo o número de chips como “muito pequeno”.

Recentemente, uma subsidiária da ZTE Corp e outras empresas chinesas receberam autorização para adquirir chips avançados de IA da Nvidia e da AMD. O Departamento de Comércio já havia liberado a venda de H200 para cerca de 10 empresas chinesas, incluindo gigantes como Alibaba e Tencent, mas até agora nenhuma entrega foi efetivada.

O deputado Gregory Meeks expressou sua insatisfação com a falta de novas adições à lista de controle de exportações, que não recebe atualizações desde outubro, o que representa o maior intervalo sem novas inclusões em mais de dez anos.

Meeks criticou as políticas do governo anterior, afirmando que as licenças para a venda de chips avançados à China enfraqueceram as salvaguardas existentes. Em resposta, o subsecretário Kessler defendeu a necessidade de rigor na aplicação das restrições já em vigor e indicou que novas regulamentações sobre inteligência artificial estão sendo desenvolvidas.

Além disso, o Departamento de Comércio adiou a inclusão de várias empresas chinesas na lista de restrições, uma decisão que visa evitar uma escalada nas tensões com Pequim. Empresas americanas enfrentam severas limitações na exportação de tecnologia para as empresas listadas, necessitando de licenças específicas que frequentemente são negadas.

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