O papel da tecnologia na transformação contemporânea
ColetivaTech celebra um ano de publicações que conectam Tecnologia e Comunicação.
Neste 21 de julho de 2026, a editoria ColetivaTech completa um ano de publicações contínuas, marcando um importante marco em sua trajetória.
Desde o seu lançamento, temas que antes eram considerados restritos a desenvolvedores foram gradualmente incorporados ao cotidiano de agências, redações e departamentos de Marketing e Comunicação.
Um aspecto que se tornou cada vez mais claro ao longo desse ano é que a distância entre Tecnologia e Comunicação praticamente já não existe mais.
A Tecnologia assumiu um papel central nas discussões sobre Comunicação e Marketing, influenciando a maneira como planejamos campanhas, produzimos conteúdo, medimos resultados e interagimos com o público, além de impactar nossas próprias profissões.
Ao aceitar o convite para assumir a editoria, havia em mim uma certa hesitação em relação a esse universo. O convite representava um retorno ao Jornalismo, mas também um aprofundamento em um tema que, embora não fosse novo, exigia uma nova perspectiva.
Essa condição foi fundamental para moldar a identidade da editoria.
Em vez de tratar a Tecnologia apenas sob a ótica de quem a desenvolve, a ColetivaTech passou a analisá-la pela perspectiva de quem a utiliza. A questão crucial que emergiu foi: “Como isso muda o trabalho de quem comunica?”.
Com esse foco, as entrevistas realizadas com especialistas não se limitaram a discutir produtos ou tendências, mas também abordaram cultura organizacional, processos, criatividade, comportamento do consumidor, ética, produtividade e estratégia. Afinal, nenhuma tecnologia faz sentido isoladamente; ela ganha relevância quando transforma a maneira como as pessoas trabalham.
A inteligência artificial é um exemplo claro dessa transformação. Em pouco tempo, deixou de ser um tema restrito às páginas sobre inovação para se integrar às rotinas de agências, redações e empresas.
Cobrir esse fenômeno exige uma característica essencial do jornalismo: curiosidade.
Foi necessário pesquisar, estudar, perguntar, ouvir especialistas e, acima de tudo, traduzir. O maior desafio não foi apenas explicar como uma ferramenta funciona, mas sim demonstrar sua importância para quem está do outro lado da tela.
A principal contribuição da ColetivaTech desde o início tem sido servir como uma ponte entre a velocidade da inovação e a realidade dos profissionais da Comunicação.
Ao refletir sobre esse percurso, percebo que essa ponte também teve um significado pessoal.
Enquanto a editoria encontrava sua identidade, eu redescobria minha relação com o Jornalismo. Compreendi que não era necessário ser uma especialista em tecnologia para escrever sobre o assunto, mas sim dedicar-me ao que sempre definiu a profissão: ouvir, compreender, contextualizar e transformar conhecimento em informação de qualidade.
No final das contas, a ColetivaTech não é apenas uma editoria sobre Tecnologia.
Ela representa uma editoria sobre a Comunicação em transformação, e é por isso que sua trajetória está apenas começando.
