OpenAI planeja lançar versão física do ChatGPT semelhante à Alexa
OpenAI desenvolve assistente doméstico inovador que promete interação contínua com usuários.
Os assistentes domésticos têm operado com uma lógica tradicional: um comando é dado e o dispositivo executa uma tarefa. A OpenAI está buscando transformar essa dinâmica, criando uma inteligência artificial que não apenas responde a perguntas, mas também aprende com o usuário e antecipa necessidades.
Recentemente, a OpenAI tem trabalhado em um dispositivo doméstico sem tela, semelhante a um alto-falante, projetado para ser portátil com uma bateria recarregável. Este dispositivo é visto como a materialização do ChatGPT, com a capacidade de responder a mensagens, reproduzir conteúdos, controlar dispositivos conectados e auxiliar em diversas tarefas. Até o momento, não houve um lançamento formal do produto e informações oficiais ainda estão ausentes.
O projeto é liderado por Jony Ive, ex-chefe de design da Apple, que foi co-fundador da io Products, adquirida pela OpenAI por 6,5 bilhões de dólares em 2025. O estúdio LoveFrom, de Ive, está colaborando no design desses novos dispositivos, que contam com uma equipe de ex-designers e engenheiros da Apple, responsáveis por produtos icônicos como o iPhone e o Mac. Essa concentração de talentos reflete a ambição do projeto e os desafios legais que o cercam.
Uma nova Alexa, mas com outra ambição
A entrada da OpenAI no mercado doméstico a posiciona em concorrência direta com empresas como Amazon, Google e Apple, que já possuem ecossistemas estabelecidos de assistentes e dispositivos conectados. A proposta da OpenAI é oferecer uma experiência mais personalizada e proativa, que aprende com o usuário e fornece informações sem que um comando seja sempre necessário.
Internamente, a OpenAI descreve o dispositivo como um computador projetado para operar com inteligência artificial desde o início. Sua capacidade de interpretar o ambiente ao seu redor, utilizando câmeras e sensores avançados, permitirá uma interação mais contextualizada e útil, em vez de apenas responder a comandos isolados.
Um dos pilares dessa experiência é o GPT-Live, uma versão aprimorada do modo de voz do ChatGPT, lançada em julho de 2026. Este sistema é capaz de ouvir e falar simultaneamente, adaptando-se de forma mais fluida durante as conversas e processando informações de maneira rápida. Além disso, o dispositivo contará com elementos mecânicos que possibilitarão movimento autônomo, contribuindo para a criação de uma personalidade que simula uma presença “viva”.
A OpenAI almeja que o dispositivo se torne um especialista em seu usuário, identificando informações úteis em diferentes contextos. Para isso, ele poderá acessar dados pessoais, como e-mails, para compreender melhor o proprietário. Essa personalização pode ser um diferencial significativo, mas levanta questões sobre a privacidade e o quanto os usuários estão dispostos a compartilhar.
O desenvolvimento do projeto ocorre em meio a um processo judicial com a Apple, que alega que a OpenAI utilizou segredos comerciais para acelerar seu desenvolvimento. Embora a OpenAI negue essas acusações, a Apple busca uma liminar que pode atrasar o lançamento do produto. A expectativa é que a OpenAI apresente o dispositivo em 2026 e o lance em 2027, dependendo dos desdobramentos técnicos e legais. A visão final é transformar o ChatGPT em uma presença física no cotidiano dos usuários.
