Operação Overclean investiga deputado após encontrar dinheiro em gaveta e jogado pela janela

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Operação Overclean avança e investiga desvio de recursos públicos em diversas esferas do governo.

A Operação Overclean, que atingiu sua nona fase, tem revelado um esquema de corrupção que envolve prefeitos, deputados e servidores públicos desde seu início em dezembro de 2024.

As investigações têm gerado cenas impactantes, como dinheiro sendo jogado pela janela e escondido em locais inusitados, como gavetas e botas.

O foco da operação é o desvio de recursos públicos, especialmente aqueles provenientes de emendas parlamentares e convênios, com ênfase no Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), ligado ao Ministério da Integração Nacional, principalmente na Bahia.

As suspeitas incluem superfaturamento em obras, licitações fraudulentas e lavagem de dinheiro, com um montante estimado de R$ 1,4 bilhão em movimentações irregulares.

Devido à implicação de parlamentares, o inquérito foi transferido para o Supremo Tribunal Federal (STF), sob a relatoria do ministro Kassio Nunes Marques. Entre os alvos estão parentes do deputado Elmar Nascimento e os deputados Félix Mendonça e Dal Barreto.

PRIMEIRA FASE: DINHEIRO JOGADO PELA JANELA

A primeira fase da operação resultou em 43 mandados de busca e 17 prisões em cinco estados. Entre os detidos, estavam empresários e o ex-comandante do Dnocs na Bahia, além de um vereador que teria jogado dinheiro pela janela durante a ação.

As investigações apontaram para um esquema de superfaturamento em obras, onde o sobrepreço era convertido em propina, utilizando empresas de fachada e métodos para ocultar a origem dos recursos.

SEGUNDA FASE: VICE-PREFEITO DE LAURO DE FREITAS (BA) ALVO

Na segunda fase, foram realizadas dez buscas e quatro prisões, incluindo o vice-prefeito de Lauro de Freitas e um lobista que operava o esquema, além de um policial federal que vazava informações sigilosas.

TERCEIRA FASE: EX-SECRETÁRIO DE ACM NETO AFASTADO

O STF afastou o secretário de Educação de Belo Horizonte, Bruno Barral, após encontrar com ele valores em dólares e euros. Mandados foram cumpridos em várias cidades, revelando conexões com o prefeito de Salvador.

QUARTA FASE: DEPUTADO ALVO E DINHEIRO ESCONDIDO EM GAVETAS

A quarta fase focou em emendas do deputado Félix Mendonça, com a quebra de sigilo telefônico. Um assessor do parlamentar foi identificado como operador financeiro do esquema, levando ao afastamento de prefeitos e a descoberta de mais de R$ 1 milhão escondidos pelo ex-prefeito de Paratinga.

QUINTA FASE: PARENTES DE ELMAR E DINHEIRO EM PAR DE BOTAS

A quinta fase investigou contratos da Codevasf com Campo Formoso, envolvendo familiares de Elmar Nascimento. Durante as buscas, foram encontrados R$ 10 mil escondidos em botas.

SEXTA FASE: DEPUTADO DO UNIÃO BRASIL ALVO

Na sexta fase, o deputado Dal Barreto teve seu celular apreendido e foram cumpridos mandados em Salvador, Amargosa e Brasília, resultando na apreensão de valores suspeitos.

SÉTIMA FASE: ALIADOS DE DAL BARRETO ALVOS

A sétima fase mirou aliados de Dal Barreto, resultando no afastamento do prefeito de Riacho de Santana e em buscas em Wenceslau Guimarães.

OITAVA FASE: INTEGRANTE DO PODEMOS ALVO

Um alvo da oitava fase foi Luiz França, autodenominado secretário nacional do Podemos, com mandados cumpridos em várias cidades.

NONA FASE: DEPUTADO DO PDT VOLTA A SER ALVO

A nona fase voltou a investigar Félix Mendonça, com buscas em seu apartamento

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